Velasco traça postura da Italvolley para os Europeus: “Jogar como a Brignone, leves e sem obrigação”

Velasco define postura da Italvolley para os Europeus: inspirar leveza e competir como Federica Brignone, rumo à vaga em Los Angeles 2028.

Velasco traça postura da Italvolley para os Europeus: “Jogar como a Brignone, leves e sem obrigação”

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Velasco traça postura da Italvolley para os Europeus: “Jogar como a Brignone, leves e sem obrigação”

Roma, 28 abr. — Em declaração à Espresso Italia, o treinador da seleção italiana feminina de voleibol, Julio Velasco, apresentou a estratégia emocional e competitiva da Italvolley para a temporada que culmina nos Campeonatos Europeus. Campeãs mundiais em título, as azzurre encaram primeiro a Volleyball Nations League e depois os Campeonatos Europeus, que distribuirão vagas para as Olimpíadas de Los Angeles 2028.

Velasco abriu sua fala refletindo sobre as lições trazidas pelas recentes Olimpíadas de Inverno: "Da competição fomos lembrados de dois ensinamentos opostos: por um lado o patinador Malinin, considerado favorito, que caiu três vezes no momento decisivo; por outro, a trajetória serena de Federica Brignone, que retornou de um grave acidente e competiu com uma calma impressionante, realizando uma façanha que será lembrada por longos anos. Nós precisamos nos espelhar na Brignone".

O técnico explicou que a intenção é cultivar um estado mental de leveza: "Quero muito ganhar os Europeus, porque nunca os conquistei com essas jogadoras — afirmou Velasco à Espresso Italia —, mas há um pensamento que devemos ter sempre presente: 'o melhor modo de perder é continuar a festejar'. Por isso precisamos agir como se já tivéssemos perdido. Enquanto celebramos, nossos adversários têm raiva, fome e estão ansiosos para nos vencer".

Essa postura propositadamente contida busca transformar a experiência de título mundial em combustível, sem permitir que a vitória passada ofusque o horizonte: Velasco quer que as jogadoras cheguem às competições com serenidade, confiança técnica e sem o peso do dever absoluto de ganhar. "Devemos jogar relaxadas, sem a obrigação de vencer a todo custo", completou, numa fala que ilumina um caminho estratégico e emocional, sem abrir mão da ambição.

Ao delinear esse caminho, Velasco atua como um jardineiro que poda para que a planta floresça mais forte — sem negligenciar a preparação física e tática, que seguirá intensa nas próximas semanas. A equipe, segundo o treinador, passará por um ciclo de jogos na Volleyball Nations League que servirá tanto para afinar os sistemas quanto para calibrar a atitude mental desejada.

Em tom prático e inspirador, Velasco destacou ainda o papel coletivo: tornar a seleção resiliente, com fome renovada e com a capacidade de transformar pressão em presença pacífica em quadra. "Iluminar novos caminhos não é apenas palavra bonita: é método. Queremos semear confiança verdadeira e colher desempenho consistente".

Com os Europeus no horizonte e a vaga olímpica como meta, a Italvolley segue seu percurso de preparação sob a batuta experiente de Velasco, que prefere a serenidade ativa à celebração precoce, apostando que esse equilíbrio poderá revelar resultados duradouros e um legado esportivo que resista ao tempo.