Piantedosi: Segurança e Liberdade andam juntas na era da inovação

Piantedosi afirma que segurança e liberdade são indissociáveis; inovação e diálogo público-privado são fundamentais para proteger cidadania e infraestruturas.

Piantedosi: Segurança e Liberdade andam juntas na era da inovação

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Piantedosi: Segurança e Liberdade andam juntas na era da inovação

Por Riccardo Neri — Em Roma, no Salão Biblioteca do Palazzo Inail, o ministro do Interior Matteo Piantedosi reafirmou uma premissa que deveria ser a base do desenho das políticas públicas: «Não existe verdadeira segurança sem liberdade e não existe liberdade autêntica sem segurança». A declaração foi proferida durante a nova edição do evento Nazione Sicura by Remind, que reúne autoridades, empresas e especialistas para discutir como proteger pessoas, famílias e empresas no contexto das transformações tecnológicas e geopolíticas.

Na sua intervenção, Piantedosi sublinhou que a inovação é simultaneamente uma oportunidade e uma fonte de risco: se orientada corretamente, pode tornar a segurança mais inteligente, mais precoce e mais próxima do cidadão. Essa visão traduz uma abordagem pragmática: enxergar o algoritmo como infraestrutura capaz de complementar as respostas tradicionais de policiamento e prevenção, sem substituir os alicerces legais e democráticos.

O ministro destacou também o papel do setor privado, das universidades e da sociedade civil no desenho de mecanismos de proteção. «As empresas, em particular, são hoje protagonistas na gestão de infraestruturas estratégicas e na proteção de dados. O diálogo público-privado torna-se, portanto, um instrumento essencial para construir modelos de segurança resilientes e sustentáveis», afirmou Piantedosi. A ênfase recai sobre a governança compartilhada: sem integridade nas camadas de decisão, as ferramentas tecnológicas perdem eficácia e legitimidade.

O contexto mencionado pelo ministro é complexo: transformações rápidas, mutações geopolíticas, ameaças híbridas e desafios da segurança digital exigem uma leitura sistêmica. A segurança, segundo ele, consolida-se cada vez mais como um direito dos cidadãos — não apenas como proteção contra o crime, mas como garantia dos princípios democráticos e das liberdades constitucionais.

Paolo Crisafi, fundador e presidente da Remind (Associação Nacional Italiana de Boas Práticas dos Setores Produtivos), acrescentou uma perspectiva operacional: apontou que o governo Meloni, em conjunto com outras instituições, está fortalecendo instrumentos de prevenção, controle e proteção do Sistema Itália. Crisafi citou intervenções normativas recentes e ações de requalificação e restauração da legalidade em contextos complexos, como o município de Caivano, destacando que essas medidas combinam resposta institucional e presença societária.

A iniciativa Nazione Sicura by Remind funciona como uma plataforma de diálogo: reunindo representantes institucionais, empresários, managers e profissionais, busca desenvolver estratégias para promover a segurança e defender as liberdades. Nesta edição houve uma ampliação do percurso de discussão, reforçando o diálogo orientado ao bem-estar e à proteção de famílias e empresas, com foco em soluções práticas e replicáveis.

Do ponto de vista de infraestrutura digital, o encontro sublinha uma ideia-chave: a proteção contemporânea depende tanto de normas e presença estatal quanto da robustez dos alicerces digitais que sustentam serviços essenciais. É o equilíbrio entre o «sistema nervoso das cidades» — o fluxo de dados e comunicações — e as fundações legais e administrativas que permite traduzir tecnologia em segurança efetiva para os cidadãos.

Em síntese, a mensagem central é clara e operacional: a segurança deve ser concebida como um direito e um bem comum, construído com inovação responsável, diálogo público-privado e políticas que preservem a liberdade enquanto valor fundante da democracia.