Com realme 16 Pro, projeto 'Portrait of Italians' da Accademia de Roma transforma smartphone em ferramenta artística
Alunos da Accademia di Belle Arti usarão o realme 16 Pro no projeto 'Portrait of Italians' com exposição em junho no Campo Boario.
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Com realme 16 Pro, projeto 'Portrait of Italians' da Accademia de Roma transforma smartphone em ferramenta artística
No lançamento da série em Milão, foi anunciado que o realme 16 Pro será o smartphone oficial da Scuola di fotografia e video da Accademia di Belle Arti di Roma. Claudio Libero Pisano, representante oficial da Accademia e professor de Museologia Contemporânea, descreveu o projeto 'Portrait of Italians' como uma oportunidade incomum para aproximar estudantes à prática profissional e às novas tecnologias que hoje estruturam a produção visual.
Segundo Pisano, 'o projeto Portrait of Italians é uma oportunidade inusitada: nossos alunos terão à disposição, por quase dois meses, 24 horas por dia, um realme 16 Pro para registrar e codificar o tema do projeto. Não é uma coisa banal: não acontece em uma sala, em um estúdio ou em um atelier, mas na vida real. Ter um projeto artístico que se focaliza nisso é uma ocasião única'.
Do ponto de vista pedagógico, a escolha de integrar o smartphone ao currículo de retrato representa um deslocamento do ambiente de aprendizagem para o espaço urbano e cotidiano — uma extensão dos alicerces tradicionais da formação artística para o território real onde as imagens circulam. A partir de abril de 2026, os dispositivos serão utilizados nos cursos de retrato para experimentação em fotografia móvel, trabalhando aspectos de composição, luz e storytelling visual.
Para Pisano, a colaboração com a realme reflete a identidade da Accademia como instituição de alta formação: 'Nosso objetivo é aproximar os estudantes não apenas de uma sólida preparação teórica, mas do mundo que os espera lá fora. É uma passagem fundamental do ponto de vista pedagógico'. Ele acrescenta que a parceria vai além do institucional e oferece aos alunos a possibilidade de se medir com as tecnologias de ponta — uma das grandes questões que museus e instituições culturais enfrentam hoje.
Na visão analítica que structura este projeto, o smartphone deixa de ser um gadget pessoal para se tornar um componente da infraestrutura criativa: um dispositivo que capta o fluxo de dados visuais, fixa momentos performativos e contribui para a identificação dos espaços cotidianos registrados pelos alunos. Pisano observa ainda que entre os participantes haverá fotógrafos em formação e artistas, e que a criatividade de cada um exige perspectivas de leitura distintas.
As imagens produzidas com o realme 16 Pro serão transformadas em obras destinadas a uma exposição prevista para junho na sede de Campo Boario. O projeto envolverá também alunos do Departamento Curatorial, responsáveis por narrar e selecionar os trabalhos. 'A ideia é cobrir com as imagens produzidas pelos jovens não só o espaço expositivo, mas uma parte inteira da Accademia', conclui Pisano.
Esta iniciativa evidencia como as camadas de inteligência e as ferramentas móveis compõem hoje os alicerces digitais da educação artística: uma integração entre técnica, museologia e práticas urbanas que reconstrói o processo de formação em um fluxo contínuo entre sala de aula e cidade.


