Sismo de magnitude 4,7 nos Campi Flegrei: 26 feridos, 2 em estado grave e cerca de 300 desalojados

Sismo 4,7 nos Campi Flegrei: 26 feridos, 2 graves, cerca de 300 desalojados; porto de Pozzuoli reabre em 2/8 e igreja histórica sofreu danos.

Sismo de magnitude 4,7 nos Campi Flegrei: 26 feridos, 2 em estado grave e cerca de 300 desalojados

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Sismo de magnitude 4,7 nos Campi Flegrei: 26 feridos, 2 em estado grave e cerca de 300 desalojados

O litoral de Nápoles respirou tenso depois do forte abalo: um sismo de magnitude 4,7 nos Campi Flegrei deixou a cidade em alerta, com 26 pessoas feridas — duas em condição grave — e aproximadamente 300 moradores evacuados. A cena era de portas abertas para a rua, como se a cidade tivessesuspirado e saído para a calçada a observar o céu.

Em gesto rápido de coordenação, o comandante do porto de Pozzuoli, tenente di vascello Agostino Galati, assinou uma ordem administrativa que revoga o fechamento imposto 24 horas antes e determina a retomada do tráfego marítimo. A partir de domingo, 2 de agosto, o porto de Pozzuoli volta a operar normalmente, com a regularização das ligações para Ischia e Procida. “Com a assinatura da ordinanza dell'Ufficio Circondariale Marittimo, da domenica 2 agosto il porto di Pozzuoli tornerà pienamente operativo e riprenderanno regolarmente i collegamenti con Ischia e Procida”, afirmou o vice‑presidente da Região Campânia, Mario Casillo, agradecendo a rapidez das verificações técnicas da Capitaneria di Porto e dos especialistas, entre eles o professor Andrea Prota.

O tremor provocou também danos ao patrimônio: parte lateral do campanário da Chiesa di San Francesco e Sant'Antonio da Padova, em Pozzuoli, desabou parcialmente. A igreja já se encontrava inagível e em processo de restauro sob responsabilidade da Soprintendenza ABAP para a cidade metropolitana de Nápoles. Felizmente não houve feridos nem prejuízos às construções vizinhas, e os trabalhos prévios de consolidação ajudaram a limitar o estrago.

Segundo nota do Ministério da Cultura, a igreja fazia parte do programa do PNRR para a salvaguarda dos locais de culto: em dezembro de 2025 foi feita a messa in sicurezza da fachada e, desde março de 2026, estavam em curso os trabalhos de consolidamento. Os técnicos da Soprintendenza já planejam a reconstrução das partes afetadas e o encerramento do consolidamento. O ministro da Cultura, Alessandro Giuli, acompanha de perto a evolução dos fatos na área flegrea. O MiC já indicou intervenções prioritárias cobertas por recursos do Departamento para a tutela dei beni culturali.

No prefettura, durante a reunião do Centro di coordinamento soccorsi, o prefetto de Nápoles, Michele Di Bari, fez o ponto sobre a situação viária: várias ruas foram temporariamente interditadas ao trânsito, mas os vigili del fuoco desenvolvem trabalho intensivo para tornar as vias transitáveis. “I vigili del fuoco stanno facendo un lavoro straordinario ed hanno suggerito cosa fare per rendere queste strade percorribili”, declarou o prefetto, num movimento que lembra as mãos firmes que reabrem caminhos após uma tempestade.

Houve também movimentação nos hospitais: algumas pessoas deram alta voluntária e deixaram as unidades onde haviam sido admitidas. Em relação aos sfollati, as autoridades avaliam soluções imediatas; há cerca de 200 vagas em hotéis enquanto a Região Campânia disponibilizou leitos em alojamentos próximos ao hospital local. Discute‑se também o contributo per l'autonoma sistemazione para apoiar quem ficou sem casa.

Viver o tremor é, para a população, um retorno brusco ao tempo interno do corpo: os hábitos sacudidos pedem uma colheita de cuidados. Há uma mobilização institucional clara — das Capitanerie às Soprintendenze, passando pelo MiC e pela Protezione Civile — que agora precisa acompanhar a retomada das rotinas com atenção às famílias desalojadas e à preservação do patrimônio. Enquanto as equipes técnicas somam medições e laudos, a cidade busca reencontrar seu fôlego: a respiração da paisagem que protege o quotidiano de Pozzuoli.

Continuaremos a acompanhar a evolução das verificações estruturais, o estado de saúde dos feridos e as soluções habitacionais para os afetados. A calçada está cheia de vozes, e cabe a quem cuida da cidade transformar essa inquietação em projetos concretos de segurança e recuperação.