Agente da PM local morre após perseguição em Milão; motorista de 27 anos diz ter cometido 'gesto impensado'

Procuradoria de Milão descarta colisão intencional; motorista detido se declara arrependido após perseguição que matou agente local.

Agente da PM local morre após perseguição em Milão; motorista de 27 anos diz ter cometido 'gesto impensado'

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Agente da PM local morre após perseguição em Milão; motorista de 27 anos diz ter cometido 'gesto impensado'

A Procura de Milão, com base nos primeiros exames e no cruzamento de imagens das câmeras, descartou que tenha havido um colisão intencional durante o inseguimento ocorrido em 22 de junho, que resultou na morte do agente da polizia locale Francesco Imprezzabile.

O agente, em serviço e em motocicleta, perseguia um veículo ocupando por dois jovens de nacionalidade albanesa que não teriam obedecido a uma ordem de parada. Durante a ação, o vigile caiu e veio a falecer. O condutor do SUV, identificado como Genti Berisha, 27 anos, foi detido; o carro e a moto foram apreendidos para perícia.

A procuradora responsável pelo inquérito, Francesca Crupi, informa que a investigação está fundamentada nas imagens captadas por câmeras e em outros elementos probatórios coletados 'apuração in loco' e por cruzamento de fontes. Berisha está atualmente em prisão preventiva no carcere de San Vittore, acusado do crime de fuga perigosa e indagado por homicídio culposo no trânsito (omicidio stradale).

Durante o interrogatório de convalidação do ato em frente ao juiz de instrução Giulia Masci, o defensor do detido, o advogado Cardinali, declarou que o cliente assumiu 'a plena responsabilidade de um gesto instintivo, sconsiderado' e que agiu como um sujeito imaturo. Segundo o advogado, 'com três gramas de marijuana não teria acontecido nada de todo modo; ele está arrependido, emocionalmente abalado'. Cardinali defendeu pedido de substituição da custódia por prisão domiciliar, alegando que, nas circunstâncias descritas, poderia ser uma medida cautelar equivalente.

Sobre a presença de outros ocupantes no veículo, Cardinali afirmou que Berisha reconheceu haver 'outros amigos' no carro. O advogado acrescentou que o cliente se mostrou disposto a indicar nomes se necessário para a reconstrução dos fatos, mas preferiu evitar expor terceiros, pois considera ter colocado a si mesmo em perigo com sua decisão instintiva de fugir.

O relato de defesa traz ainda informações sobre o perfil do acusado: trabalha em um lava-rápido, residiu em 2022 na Croácia para trabalhar e possui uma obrigação de assinatura relacionada a um procedimento no qual figura apenas por ter falado por telefone, em raras ocasiões, com um indivíduo suposto integrante de uma organização criminosa. Cardinali negou a existência de um quadro criminal organizado envolvendo Berisha.

Questionado sobre a não entrega imediata às autoridades, o advogado relatou que, na manhã do episódio, o pai do jovem, que está na Albânia, ligou; o acusado, já a par do falecimento de Imprezzabile por meio do locador do veículo, buscava contactar o advogado para se apresentar formalmente.

Em juízo, Berisha disse: 'Não parei no bloqueio, tinha alguns gramas de haxixe e não queria problemas. Errei, peço desculpas. Se posso fazer algo pela família, farei'. O jovem pediu desculpas ao Estado italiano e à família da vítima durante o interrogatório.

A investigação prossegue com perícias técnicas sobre os veículos apreendidos e novas análises das imagens para esclarecer a dinâmica do inseguimento e o momento exato da queda que vitimou o agente Francesco Imprezzabile. A Procuradoria mantém a linha de apuração estrita aos fatos brutos, sem extrapolações, até o fechamento das diligências.