ANVCG alerta para proteção de civis e pede adesão à Convenção de Ottawa no Dia Internacional contra as Minas

ANVCG pede adesão à Convenção de Ottawa e mais recursos para desminagem e proteção de civis; 6.279 vítimas em 2024, 90% civis, 46% crianças.

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ANVCG alerta para proteção de civis e pede adesão à Convenção de Ottawa no Dia Internacional contra as Minas

Em ocasião do Dia Internacional de Ação contra Minas e os engenhos explosivos não detonados, a Associação Nacional das Vítimas Civis de Guerra (ANVCG) renovou um apelo direto às autoridades: é imperativo eliminar o uso de minas antipessoais e reforçar o cumprimento do Direito Internacional Humanitário, cada vez mais ameaçado pelas crescentes tensões geopolíticas.

O chamado da ANVCG segue os dados do Landmine Monitor Report 2025, que indicam a existência de pelo menos 57 Estados e áreas contaminadas por minas antipessoais. Em 2024 foram registradas pelo menos 6.279 vítimas de minas e engenhos explosivos não detonados; desse total, 90% eram civis e 46% eram crianças. Esses números representam riscos persistentes às populações locais e violam de forma direta os princípios de humanidade e distinção assegurados pelo Direito Internacional Humanitário.

Os reflexos são duradouros: sobreviventes de explosões — civis e militares — enfrentam traumas e lesões permanentes, com impacto físico, psicológico e socioeconômico que acompanha grande parte das vítimas ao longo da vida. Em levantamento apresentado pela ANVCG no dia 1º de fevereiro, durante a Jornada Nacional das Vítimas Civis das Guerras e Conflitos, foram detalhados os efeitos das armas explosivas sobre populações urbanas e rurais, confirmando a gravidade dos dados do relatório internacional.

Na prática, a ANVCG endossa a Campanha Italiana contra as minas ao exortar Estados que ainda não ratificaram a Convenção de Ottawa a aderirem o mais rápido possível. Além disso, a associação pede a destinação de recursos adequados para operações de desminagem e para iniciativas de proteção e assistência às comunidades afetadas pelos territórios contaminados.

O apelo tem base técnica e humanitária: além de exigir esforços diplomáticos para expandir a adesão ao tratado que proíbe minas antipessoais, a ANVCG reivindica canais de financiamento, formação técnica e equipamentos para equipes de desminagem, bem como programas de prevenção destinados a civis e, especialmente, a crianças que continuam a ser parte expressiva das vítimas.

Do ponto de vista jornalístico e de verificação, a recomendação da ANVCG aponta para três frentes operacionais e políticas claras: 1) ratificação e implementação integral da Convenção de Ottawa, 2) financiamento contínuo e transparente das operações de desminagem e 3) proteção humanitária imediata das populações em áreas contaminadas — medidas que combinadas reduzem riscos e salvam vidas.

Os dados e os pedidos da ANVCG reforçam a urgência de uma resposta coordenada internacionalmente. A realidade traduzida pelos números exige ação concreta: sem a expansão do compromisso estatal e o aporte de recursos técnicos e financeiros, as minas continuarão a ser um fator de vulnerabilidade e morte, sobretudo entre civis e crianças.