Bra: três jogadores são acusados de violência sexual de grupo após festa de promoção
Três jogadores do Bra são investigados por violência sexual de grupo; um caso também envolve revenge porn. Pedido de rito abreviado foi formalizado em 9 de abril.
RESUMO ✦
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Bra: três jogadores são acusados de violência sexual de grupo após festa de promoção
BRA — A histórica promoção do Bra à Série C no ano passado ganhou uma reviravolta judicial. Três jogadores — Fausto Perseu (atualmente no Giulianova), Alessio Rosa (no Ligorna) e Christ Jesus Mawete, 21 anos, natural de Mondovì e meio-campista do Livorno — passaram a ser investigados por violência sexual de grupo. Para Rosa há também a acusação de revenge porn. A denúncia partiu de uma estudante universitária de Turim.
Segundo o relato da vítima, reproduzido por veículos locais, os fatos remontam aos festejos de promoção, na noite de 30 de maio do ano passado. Na sequência das comemorações, a jovem teria sido convidada a participar de um ato sexual a três. Uma das respostas atribuídas a um dos atletas, Perseu, foi: “Mi piaci tu, non faccio nulla con gli altri” ("Gosto de você, não faço nada com os outros").
O quadro descrito pela denunciante aponta que, já na residência de um dos jogadores, ocorreram “múltiplos atos sexuais de grupo”, aos quais a mulher não teria conseguido opor resistência, possivelmente em parte por efeito do álcool. Em seguida, os jogadores teriam divulgado imagens do episódio na chat de equipe identificada como "We are the champs", tratando as imagens como troféu. No dia seguinte, a jovem procurou o Hospital Sant'Anna de Turim, acompanhada de uma amiga, e registrou a queixa.
O caso motivou a abertura de inquérito pela Procuradoria de Asti, com o Ministério Público conduzido pelo procurador Davide Greco. A investigação incluiu várias audições da vítima, o sequestro dos smartphones dos acusados e o interrogatório de outros atletas. Fontes judiciais consultadas informam que, durante o curso das investigações, a jovem teria tentado suicídio ao ingerir medicação em doses excessivas.
No outono passado foi realizado o incidente probatório. Na data de 9 de abril, os três indiciados formalizaram o pedido de rito abbreviato — procedimento que, no sistema jurídico italiano, permite um julgamento simplificado e, em caso de condenação, atenua a pena. Os advogados de defesa afirmam haver uma “absoluta falta de responsabilidade penal” em relação aos clientes e apontam para “incongruências significativas” no quadro acusatório. A defesa declarou confiar que o rito abbreviato confirmará a total inocência dos assistidos.
Do ponto de vista da apuração jornalística, permanece essencial o cruzamento de fontes e a verificação documental dos elementos coletados pela autoridade judicial. O inquérito criminal em curso ainda está sujeito a desenvolvimento de novas provas e às decisões do magistrado que avaliará o pedido de rito abreviado. Mantemos acompanhamento direto do caso e atualizaremos com os desdobramentos oficiais, com base em fatos brutos e checagem rigorosa.
Resumo dos fatos brutos elencados: data do episódio (30 de maio, ano anterior), denúncias da estudante universitária de Turim, sequestro de aparelhos e depoimentos, tentativa de suicídio da denunciante durante as investigações, incidente probatório no outono e pedido de rito abreviado em 9 de abril. As acusações em foco são violência sexual de grupo e revenge porn (apenas para Alessio Rosa), enquanto as defesas negam responsabilidades criminais.