Caso Garlasco: pai de Andrea Sempio reafirma inocência e classifica nova investigação de "vigliaccata"

Pai de Andrea Sempio reafirma inocência e critica nova investigação sobre o caso Garlasco; paralelo investiga suposta corrupção envolvendo Venditti.

Caso Garlasco: pai de Andrea Sempio reafirma inocência e classifica nova investigação de "vigliaccata"

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GERADO EM: Mai 31, 2026 às 18:32

Caso Garlasco: pai de Andrea Sempio reafirma inocência e classifica nova investigação de "vigliaccata"

Giuseppe Sempio defende a inocência de seu filho Andrea, indiciado pela morte de Chiara Poggi, afirmando que Andrea estava em casa no momento do crime. Ele criticou a nova fase da investigação e destacou a firme crença da família na inocência do filho. A defesa de Andrea, representada por seus advogados, está preparando contraprovas e perícias para contestar as acusações. Paralelamente, a Procura de Brescia investiga Giuseppe Sempio e o procurador adjunto, Mario Venditti, por suposta corrupção relacionada a um bilhete encontrado que sugere interferência judicial. Novas queixas foram apresentadas pela família Cappa contra jornalistas e profissionais que, segundo eles, disseminaram informações prejudiciais. A situação continua em evolução, com novas diligências aguardadas.

Fique por dentro de todos os pontos deste artigo lendo a versão completa a seguir.

Em depoimento ao telejornal, Giuseppe Sempio, pai de Andrea Sempio, declarou com firmeza a convicção familiar: "Somos fortes da inocência de meu filho, é isso que nos sustenta". Afirmando que Andrea não tem relação com a morte de Chiara Poggi, o pai qualificou a nova etapa investigativa como uma "vigliaccata" e afirmou não saber a quem atribuir a iniciativa.

Andrea Sempio é, atualmente, o único indiciado na recente investigação aberta pela Procura de Pavia sobre o crime de Garlasco. Nas últimas semanas, ele recebeu notificação de encerramento das investigações. A defesa do homem, de 38 anos, representada pelos advogados Liborio Cataliotti e Angela Taccia, trabalha com prioridade para contestar as acusações e anunciou que, dentro do prazo legal de 20 dias após a notificação, apresentará as perícias e as contraprovas já realizadas.

Segundo o relato de Giuseppe Sempio ao Tg1, Andrea estava em casa com os pais na manhã de 13 de agosto de 2007, data em que Chiara Poggi foi assassinada. "Meu filho não matou Chiara Poggi, não tem nada a ver com isso. Ele estava em casa comigo. Não é preciso olhar nos olhos dele para saber se ele tem algo a ver com o crime: ele estava em casa", declarou o pai, citando trajetos e registros fotográficos que, segundo ele, confirmariam a versão familiar.

A investigação paralela, conduzida pela Procura de Brescia, envolve o próprio Giuseppe Sempio e o então procurador adjunto de Pavia, Mario Venditti. Eles são investigados por suposta corrupção em atos judiciais. A hipótese levantada pelos investigadores baseia-se em um bilhete encontrado na residência dos Sempio, com a anotação interpretada como: "Venditti gip archivia per 20-30". A leitura dessa nota como indício de influência ou compra de decisão tem sido contestada pelos investigados, que negam veementemente qualquer irregularidade.

Fontes judiciais consultadas por esta reportagem indicam que a conclusão dessa investigação suplementar não está distante: um relatório/informativa será depositado nas próximas semanas e deverá subsidiar a decisão sobre o prosseguimento ou arquivamento do inquérito. Até o momento, tanto Sempio quanto Venditti mantêm que a anotação é sujeita a interpretações alternativas e que não constitui prova de ato de corrupção.

Na mesma sequência de eventos, a família Cappa — parte interessada no caso original — lançou novas queixas contra profissionais e comunicadores que, segundo o advogado Antonio Marino, participaram de uma "martelante campanha denigratória". Marino afirmou que caberá à Magistratura de Milão verificar eventual violação de deveres profissionais ou deontológicos por jornalistas, blogueiros e youtubers que teriam divulgado insinuações sobre as irmãs gêmeas Paola e Stefania, nunca formalmente investigadas no processo.

Entre as novas queixas figura uma ação contra o advogado Antonio De Rensis, o repórter de "Le Iene" Alessandro Di Giuseppe e o ex-maresciallo dos Carabinieri de Pavia Francesco Marchetto. A denúncia integra um conjunto maior de medidas judiciais destinadas a conter divulgações consideradas injuriosas ou caluniosas pelas famílias envolvidas.

Fatos disponíveis e documentos oficiais continuam sendo cruzados por esta redação em apuração in loco. A realidade traduzida pelos autos indica um quadro processual ainda em evolução: novas diligências podem alterar o mapa das responsabilidades, tanto no plano penal quanto no disciplinar. Até que as perícias e as informações requisitadas sejam formalmente depositadas, a única certeza é a persistente contestação pública — por parte dos Sempio — das imputações que recaem sobre Andrea e sobre o próprio cabeça de família, Giuseppe.

Esta cobertura seguirá com atualizações imediatas após o depósito dos documentos pelas defesas e a eventual conclusão da investigação da Procura de Brescia. O rigor técnico e o cruzamento de fontes serão mantidos para distinguir fatos comprovados de conjecturas.