Civitanova: namorada confessa morte de homem de 62 anos em apartamento; diz que 'se defendeu'

Namorada admite ter golpeado homem de 62 anos em Civitanova; investigação por homicídio voluntário apura versão de defesa pessoal.

Civitanova: namorada confessa morte de homem de 62 anos em apartamento; diz que 'se defendeu'

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Civitanova: namorada confessa morte de homem de 62 anos em apartamento; diz que 'se defendeu'

Uma disputa doméstica terminou com um homem de 62 anos encontrado morto no piso de seu apartamento na tarde desta quinta-feira em Civitanova Marche. Segundo a apuração in loco, a vítima foi identificada como Marco Pennesi. O crime ocorreu na residência localizada em via Matteotti 272, no trecho do lungomare norte da cidade.

O alerta foi dado por vizinhos — uma família paquistanesa que ocupa um imóvel por aluguel ligado ao primo da vítima — que ouviram gritos por volta das 14h30. O horário coincide com a estimativa do médico legista Antonio Tombolini, cujo reconhecimento apontou aquela faixa horária como provável do óbito, quando a vítima já apresentava sinais de hemorragia intensa.

Após os primeiros contatos, os vizinhos, desconfiados da versão inicial da companheira de que o homem teria saído para o hospital, acionaram primeiro o irmão e em seguida o primo de Marco Pennesi. Ao entrar na residência, o primo encontrou o corpo sem vida no chão.

As investigações estão sob coordenação do Ministério Público local, com o substituto procurador Enrico Riccioni conduzindo o inquérito por homicídio voluntário. As suspeitas recairam rapidamente sobre a companheira da vítima, identificada como Isabella Di Mattia, 33 anos, natural de Teramo e moradora de Civitanova Alta, que frequentava a casa de Pennesi há pouco tempo.

Imagens de câmeras de segurança nas imediações foram verificadas e, segundo a investigação, não registraram outras entradas ou saídas do edifício no período crítico, indicando que a mulher era a única pessoa presente no local no momento do crime.

Encontrada em estado de semi-inconsciência e inicialmente incapaz de comunicação, a trintena foi mantida por horas dentro de uma viatura da polícia enquanto a perícia científica realizava os levantamentos no imóvel. Posteriormente conduzida à delegacia já em horário avançado, assistida pelo advogado Massimo Pistelli, ela foi ouvida durante a noite.

Ao ser interrogada, Isabella Di Mattia admitiu ter desferido golpes contra o companheiro e declarou, em síntese, que "ele me agrediu e eu me defendi". A frase consta no registro de tomada de depoimento, e a investigação agora busca confrontar essa versão com o conjunto de evidências técnicas, laudos e depoimentos coletados no local.

Os investigadores seguem em fase de verificação e cruzamento de fontes para consolidar a dinâmica do ocorrido — perícia no local, laudo do médico legista e imagens de segurança compõem o raio-x dos próximos passos. Não há até o momento informação sobre a motivação exata da briga ou sobre antecedentes criminais das partes envolvidas.

Reportagem por Giulliano Martini, Espresso Italia — apuração in loco, cruzamento de fontes e relatório técnico sobre o caso.