‘Creare futuro’: competências para reforçar o Made in Italy de food, fashion e furniture
Fórum 'Creare futuro' reforça formação técnica para sustentar o Made in Italy nos setores food, fashion e furniture com metas e dados concretos.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
‘Creare futuro’: competências para reforçar o Made in Italy de food, fashion e furniture
Por Giulliano Martini, Espresso Italia — Em apuração in loco e com cruzamento de fontes, realizou-se hoje, na Sala do Parlamentino do MIMIT, a segunda edição do fórum Creare futuro, centrado no tema Competências e formação para o Made in Italy de amanhã. O encontro, promovido pelos presidentes dos Grupos de Jovens Empreendedores de Confindustria Accessori Moda, Federalimentare e FederlegnoArredo, reuniu representantes das três cadeias produtivas estratégicas — as 3 F: food, fashion e furniture — que, conforme representantes setoriais, respondem por cerca de 20% do valor industrial nacional.
O evento coincidiu com a Giornata nazionale del Made in Italy e contou com a participação do vice-ministro das Empresas e do Made in Italy, Valentino Valentini, que classificou o tema da formação como central para a continuidade competitiva dos setores. Em tom factual e direto, os organizadores sublinharam a necessidade de reforçar o diálogo entre empresas, instituições e instituições de ensino para enfrentar desafios como inovação, transição digital, qualidade produtiva e competitividade internacional.
O painel de dados apresentado no fórum, com base em projeções do sistema informativo Excelsior (Unioncamere — Ministério do Trabalho e das Políticas Sociais), indica que, no quinquênio 2025–2029, as empresas italianas precisarão contratar entre 3,3 e 3,7 milhões de trabalhadores. Em termos anuais, essa necessidade se traduz em uma demanda estimada de aproximadamente 247–268 mil graduados ou diplomados de academias ITS, 185–216 mil diplomados do ensino secundário técnico-profissional ou liceal, além de cerca de 125–126 mil profissionais com qualificações de formação profissional.
Os números expostos servem de base factual para a leitura imediata: a carência de perfis técnicos é palpável e já impacta as políticas de recrutamento. Segundo análises compartilhadas pela parceira do evento, a agência de trabalho Umana, a sinergia entre mundo produtivo e formação — modelos como o sistema dual — surge como uma das respostas mais eficazes para reduzir o descompasso entre oferta educacional e demanda industrial. Exemplo citado em sessão técnica: os ITS apresentam hoje um índice de placement que alcança até 90% um ano após o diploma, ainda que não chegue a suprir integralmente o gap do mercado.
Valentino Valentini afirmou, em trecho público, que “o Made in Italy não é uma celebração — é uma missão.” Em declarações institucionais e à imprensa, o vice-ministro destacou o papel dos jovens como motor do desenvolvimento estratégico do país: correspondem à ponte necessária entre empresas, instituições e o mundo da formação e têm a tarefa de impulsionar a projeção internacional do sistema produtivo italiano.
Da apuração técnica do fórum, fica claro o diagnóstico: sem uma política coordenada de formação técnica e sem incentivos ao encontro entre demanda e oferta formativa, o risco é ver as cadeias produtivas perderem pólos de competitividade. As soluções propostas pelos interlocutores passam por expansão e reconhecimento dos percursos ITS, fortalecimento de estágios estruturados, políticas públicas que incentivem a contratação qualificada e investimentos empresariais em formação contínua.
Conclusão pragmática: o reforço do Made in Italy passa hoje por decisões concretas em educação profissional e políticas públicas de curto e médio prazo. O fórum Creare futuro funcionou como raio-x das necessidades setoriais, oferecendo fatos brutos e propostas operacionais — material indispensável para que empresas e instituições convertam diagnóstico em políticas e resultados mensuráveis.