Creare futuro: food, fashion e furniture articulam formação e competências para sustentar o Made in Italy

Fórum 'Creare futuro' reforça formação e competências em food, fashion e furniture para fortalecer o Made in Italy diante dos desafios globais.

Creare futuro: food, fashion e furniture articulam formação e competências para sustentar o Made in Italy

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Creare futuro: food, fashion e furniture articulam formação e competências para sustentar o Made in Italy

Roma, 30 de março de 2026 — Na Giornata nazionale del Made in Italy realizou-se hoje a segunda edição do fórum Creare futuro, com o tema “Competenze e formazione per il Made in Italy di domani”. O encontro ocorreu na Sala del Parlamentino do MIMIT e teve a participação do vice-ministro das Empresas e do Made in Italy, Valentino Valentini. A iniciativa foi promovida pelos presidentes dos Grupos de Giovani Imprenditori de Confindustria Accessori Moda, Federalimentare e FederlegnoArredo — três cadeias produtivas identificadas como estratégicas para o país.

Os setores do food, do fashion e do furniture foram apresentados como pilares do sistema industrial italiano, contribuindo com cerca de 20% do valor industrial nacional graças ao seu know-how. A edição 2026 se consolidou em continuidade com o primeiro fórum de 2025 e teve como objetivo reafirmar a necessidade de fortalecer o diálogo entre empresas, instituições e o universo da formação profissional e acadêmica.

Em um cenário global marcado por complexidade e concorrência, a renovação das competências produtivas depende das novas gerações, que assumem a função de ponte entre empresas, instituições públicas e instituições de ensino. A proposta central do fórum é que esses jovens sejam o motor do desenvolvimento estratégico do país e contribuam para elevar a competitividade internacional do Made in Italy.

Dados projetados por Unioncamere em conjunto com o Ministério do Trabalho e das Políticas Sociais — Sistema Informativo Excelsior — indicam que, no quinquênio 2025-2029, as empresas italianas deverão contratar entre 3,3 e 3,7 milhões de trabalhadores. Na prática anualizada, isso corresponde a uma demanda aproximada de 247–268 mil graduados ou diplomados ITS Academy, 185–216 mil diplomados de ensino médio técnico-profissional ou liceal, e cerca de 125–126 mil pessoas com qualificação de formação profissional.

O fórum destacou que a formação é eixo central das políticas de recrutamento corporativo. As empresas buscam predominantemente perfis técnicos, que, no entanto, estão em déficit. Como evidenciado pelas análises apresentadas por Umana, parceira do evento, uma sinergia efetiva entre mundo do trabalho e formação — por exemplo, através do sistema dual — figura entre as respostas mais eficazes para suprir essa lacuna. Os ITS chegam a registrar taxa de placement de até 90% um ano após o diploma, embora não consigam, por ora, eliminar totalmente o gap do mercado.

Valentino Valentini afirmou: “O Made in Italy não é uma celebração — é uma missão. Esses jovens demonstram isso cotidianamente: não esperaram que alguém abrisse o caminho, abriram fábricas, mudaram a linguagem, fizeram sistema entre cadeias diferentes”. A declaração foi usada para sublinhar o protagonismo da juventude empreendedora na reconstrução e inovação das filiere nacionais.

Os debates do fórum abordaram temas centrais para a agenda industrial: inovação, transição digital, qualidade produtiva e competitividade externa. A conclusão consensual entre participantes e organizadores foi a necessidade de políticas públicas e ações privadas coordenadas para transformar a formação técnica em resposta estrutural às exigências do mercado.

Apuração in loco, cruzamento de fontes institucionais e apresentação de dados oficiais traduzem a realidade do setor: sem um investimento concreto em formação e competências técnicas, os setores que fazem o Made in Italy permanecerão vulneráveis frente às pressões globais. O desafio colocado pelo fórum é pragmático e imediato: alinhar oferta formativa e necessidades empresariais para garantir a sustentabilidade e a internacionalização dos produtos e saberes italianos.