Gay (Unione Industriali): “A IA é uma partida a ser jogada — precisamos investir em competências”
Marco Gay (Unione Industriali) diz que a IA exige investimento em competências e pessoas para a indústria italiana competir na nova revolução industrial.
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Gay (Unione Industriali): “A IA é uma partida a ser jogada — precisamos investir em competências”
Marco Gay, presidente da Unione Industriali de Turim, destacou em tom preciso e direto a necessidade de um plano industrial voltado à inteligência artificial. Em discurso no congresso interregional Piemonte-Valle d'Aosta dos consultores do trabalho, Gay afirmou que a questão central não é provar que a indústria italiana tem capacidade para produzir bens e serviços de alto valor agregado — "isso já existe", disse —, mas sim conectar os pontos dessa revolução contemporânea.
"A verdadeira desafio que hoje temos diante de nós não é tanto entender se temos ou não uma indústria capaz de produzir produtos e serviços de alto valor agregado, porque essa nós temos, não precisamos demonstrar nem declarar: precisamos, sim, entender se conseguimos unir os pontos de uma revolução industrial contemporânea chamada inteligência artificial", afirmou Gay. A declaração foi registrada e confirmada no evento que reuniu representantes do setor empresarial e dos serviços de consultoria laboral da região.
O dirigente sublinhou que essa transformação passa necessariamente pelo investimento em competências — isto é, por investir nas pessoas para depois investir nos produtos. "Esta é uma sequência lógica: investir em competências, que significa investir nas pessoas, que significa investir nos produtos". A repetição da palavra "investimento" não é casual, explicou Gay: reflete a convicção de que o futuro industrial depende de escolhas claras e de recursos destinados ao capital humano e tecnológico.
Gay informou que as cartas estão "em regra" para que a indústria italiana e piemontesa participem dessa agenda tecnológica, mas frisou a necessidade de uma decisão coletiva: "é preciso nos dizer 'sim, queremos fazer isso' — e nós, como indústria, queremos jogar essa partida". A expressão aponta para a disposição empresarial de entrar em um ciclo de modernização apoiado pela inteligência artificial e pela qualificação profissional.
No mesmo evento, Gay reforçou a importância do relacionamento com os consultores do trabalho. Segundo ele, existe uma relação de colaboração e alinhamento de visão: as empresas precisam captar talentos, desenhar pacotes contratuais e de welfare que sejam competitivos e sustentáveis; os consultores, por sua vez, são parceiros na definição de formatos que permitam um equilíbrio entre o que é suportável financeiramente pelas empresas e o benefício efetivo para os colaboradores.
"De um lado, temos necessidade de recrutamento e de contratos que considerem o segundo nível, o welfare, essencial quando se trata de atrair talento e estruturar planos de crescimento cultural e de função dentro da empresa; do outro lado, precisamos de quem nos guie para realizar o melhor, de forma economicamente suportável e com máximo aproveitamento pelo colaborador; nesse ponto, trabalhamos bem juntos", concluiu Gay.
Relato objetivo, cruzamento de fontes e foco nas decisões estratégicas: as palavras do presidente da Unione Industriali delineiam uma agenda clara de prioridades para a indústria regional — investimento em competências, reestruturação de contratos e integração da inteligência artificial nas cadeias produtivas.