Margiotta (Confsal) no 1º de Maio: salários, deduções e pacto vinculante para proteger trabalhadores
Margiotta (Confsal) propõe salários dignos, aumento de deduções e pacto vinculante entre governo, empresas e sindicatos para recuperar poder de compra.
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Margiotta (Confsal) no 1º de Maio: salários, deduções e pacto vinculante para proteger trabalhadores
Napoles, 1 de maio de 2026 – Em apuração in loco na Praça do Plebiscito, o secretário-geral da Confsal, Angelo Raffaele Margiotta, apresentou um conjunto de propostas que definem o novo Manifesto do Trabalho do sindicato. No discurso durante a nona edição da Giornata del Lavoro "Lavoro e Futuro", realizada por ocasião do Dia do Trabalhador, Margiotta destacou prioridades claras para enfrentar a crise do emprego e da renda.
Segundo o dirigente, é necessário reconhecer o valor do trabalho, público e privado, e agir em várias frentes: combate aos salários insuficientes, recuperação do poder de compra, estabilidade para os precários, mais oportunidades para jovens e mulheres, inclusão dos trabalhadores vulneráveis, pensões justas, segurança nas empresas e gestão equilibrada da transição digital. "Propomos este conjunto de pontos como uma forma de 'esquerda social'", disse Margiotta.
Ao traçar o diagnóstico, Margiotta ressaltou o enfraquecimento do papel do sindicato como corpo intermediário e a necessidade de relançar sua função para recuperar espaço de influência nas decisões que afetam o mundo do trabalho. "A Confsal pretende contribuir ativamente para esse percurso", afirmou.
Na análise do cuneo fiscal (carga tributária sobre o trabalho), Margiotta defendeu uma opção programática: reduzir alíquotas ou aumentar as deduções para o trabalho assalariado. O secretário-geral manifestou oposição ao corte de alíquotas, argumentando que a medida beneficia também faixas de renda mais elevadas. Citou dados da última lei orçamentária: cerca de um bilhão de euros, correspondente a aproximadamente 450 euros por contribuinte, beneficiou 200 mil declarantes com rendimentos superiores a 60 mil euros anuais. "As deduções, ao contrário, direcionam os recursos exclusivamente para quem trabalha", disse.
Margiotta pediu a assinatura de um pacto vinculante e concreto entre governo, empresas e partes sociais. "Não bastam declarações de princípio: são necessários compromissos verificáveis para devolver dignidade ao trabalho e gerir as mudanças em curso", declarou. Para ele, recuperar o poder de compra das remunerações é urgente, pois muitos trabalhadores continuam sem condições de arcar com o custo de vida mesmo estando empregados.
Sobre o decreto do Dia do Trabalho, a Confsal acolhe positivamente as medidas a favor do emprego, mas insiste em aperfeiçoamentos parlamentares. Margiotta defende a consagração do princípio de remuneração equitativa por meio de normas universais que garantam condições dignas a todos os trabalhadores. Reforçou a necessidade de distinguir a negociação coletiva de qualidade daquela que não é adequada e de incentivar a contratação coletiva com instrumentos econômicos e coberturas apropriadas.
Em linguagem direta e com cruzamento de fontes e dados, Margiotta apresentou um roteiro técnico para políticas salariais, fiscais e de negociação coletiva, sublinhando que medidas paliativas não são suficientes diante dos desafios estruturais que atingem o mercado de trabalho italiano.