Corte de Apelação para Menores de L'Aquila rejeita recurso e mantém mãe afastada dos filhos da 'família no bosque'
Corte de Apelação de L'Aquila rejeita recurso e mantém mãe separada dos três filhos da 'família no bosque'; processo segue com laudos e relatórios técnicos.
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Corte de Apelação para Menores de L'Aquila rejeita recurso e mantém mãe afastada dos filhos da 'família no bosque'
LA'AQUILA — A Corte de Apelação para Menores de L'Aquila rejeitou o recurso apresentado pelos advogados da conhecida família no bosque, mantendo o afastamento da mãe dos três filhos que permanecem em acolhimento há cinco meses.
O recurso de 37 páginas, protocolado em 18 de março pelos advogados Marco Femminella e Danila Solinas, contestava a ordem do Tribunal para menores de L'Aquila de 6 de março, que determinou a separação da mãe da estrutura onde as crianças estão alojadas desde novembro de 2025.
No documento, a defesa sustentava a unilateralidade da decisão do tribunal de primeira instância, alegando que a ordem teria se baseado prioritariamente nas informações dos serviços sociais, desconsiderando o relatório da Asl, que recomendava "favorire e ripristinare una consuetudine nella situazione affettiva, attraverso la garanzia di continuità dei legami familiari" — ou seja, favorecer e restaurar a rotina afetiva garantindo a continuidade dos laços familiares.
O histórico processual é o seguinte: em novembro de 2025 o tribunal de primeira instância havia determinado o afastamento dos menores do ambiente doméstico da residência na casa em Palmoli, considerada insalubre, mas autorizou que a saída ocorresse acompanhada pela mãe. A decisão de março, porém, alterou esse quadro ao afastar a progenitora da unidade onde as crianças passaram a ser acolhidas.
A defesa também alegou que os problemas apontados pelos magistrados quanto às condições habitacionais foram amplamente solucionados e que, por esse motivo, não haveria mais fundamento para a manutenção da medida restritiva. Além disso, foram anexados ao processo diversos laudos periciais apresentados por peritos de parte, que analisaram as condições das crianças na casa família de Vasto.
A Corte de Apelação, ao rejeitar o recurso, manteve a decisão do Tribunal de Menores, sem, no entanto, divulgar no despacho público todos os parâmetros técnicos que pesaram na ratificação — procedimento compatível com o caráter reservado dos processos envolvendo menores. O resultado prático é que a mãe permanece separada dos filhos enquanto vigora a medida de proteção judicial.
Fontes oficiais consultadas informaram que o processo segue com coleta e exame de elementos técnicos, entre eles as avaliações dos serviços sociais, relatórios médicos e pareceres periciais. A defesa ainda pode avaliar outras vias legais cabíveis, conforme o desenvolvimento probatório.
Em termos práticos, as três crianças continuam em acolhimento na instituição indicada pelo Tribunal e a situação familiar permanece sob monitoramento contínuo das autoridades competentes. A apuração dos fatos e o cruzamento das fontes técnico-jurídicas permanecem centrais para qualquer revisão futura da medida.
Reportagem de Giulliano Martini. Apuração baseada em documentos judiciais, protocolos de petição e relatórios entregues ao Tribunal.