Flotilha a Gaza: ativista denuncia tripulação israelense mais agressiva e barco 'Sirius' abalroado

Ativista da Global Sumud Flotilla diz que militares israelenses estão mais agressivos no mar; barco 'Sirius' teria sido abalroado, imagens mostram mãos ao alto.

Flotilha a Gaza: ativista denuncia tripulação israelense mais agressiva e barco 'Sirius' abalroado

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Flotilha a Gaza: ativista denuncia tripulação israelense mais agressiva e barco 'Sirius' abalroado

Em relato direto à redação, o ativista Carlo Alberto Biasioli, membro da Global Sumud Flotilla e skipper do barco Morgana na expedição humanitária do último verão, afirmou haver um agravamento do comportamento das forças navais israelenses em operações no mar.

“O que observo é um endurecimento das ações dos militares israelenses, sobretudo em alto-mar. No ano passado, quando nos abordaram, apontaram metralhadoras, fizeram manobras repentinas e perigosas, mas, uma vez a bordo, nos trataram com respeito. Desta vez estão muito mais agressivos”, declarou Biasioli, em entrevista concedida à vicediretora de Il Fatto Quotidiano, Maddalena Oliva, durante transmissão ao vivo.

Durante a transmissão foi exibida uma imagem estática do alegado abalroamento: segundo Biasioli, a embarcação identificada como Sirius foi speronata — termo italiano para abalroamento — por um navio das forças. “Vejam que a embarcação do exército é de metal — explicou o ativista — enquanto a nossa, da Flotilha, é em fibra de vidro, portanto vulnerável à destruição. Os voluntários aparecem claramente de mãos para o alto. Esse comportamento é absolutamente ilegal”, acrescentou.

O depoimento de Biasioli foi acompanhado de imagens e foi colocado em confronto com as regras do direito internacional aplicáveis a operações navais em áreas de bloqueio ou interdição. Fontes presentes na transmissão ressaltaram a necessidade de documentação completa do episódio para eventuais procedimentos jurídicos e pressões diplomáticas.

O caso provocou reações externas: Portugal convocou o embaixador de Israel, qualificando o episódio como violação do direito internacional. No cenário político italiano, o Movimento 5 Stelle criticou o silêncio da primeira-ministra, Giorgia Meloni, exigindo que ela venha a prestar esclarecimentos em Plenário (“venga a riferire in Aula”).

Em paralelo, a pauta doméstica do Parlamento seguiu com temas distintos. Em Roma, na mesma data, foi apresentada na Câmara dos Deputados uma proposta de lei para reconhecer o caráter usurante do trabalho ferroviário. A iniciativa, promovida pelos deputados Enzo Amich e Silvio Giovine, teve apresentação em coletiva na Sala Stampa da Câmara.

O texto busca preencher uma lacuna normativa sobre profissões com elevada carga de responsabilidade operativa e desgaste físico e psíquico. O deputado Walter Rizzetto, presidente da XI Comissão Trabalho público e privado da Câmara, afirmou que é necessário atualizar a reflexão sobre trabalhos gravosos e usurantes, citando turnos, isolamento operacional e responsabilidade direta pela segurança do tráfego ferroviário.

Apuração: relato direto da entrevista e análise das imagens mostradas na transmissão; cruzamento de declarações públicas e posicionamentos diplomáticos e parlamentares. Por Giulliano Martini, correspondente e repórter de apuração jornalística.