Gênova: centenas de estudantes em greve protestam contra governo; ovos lançados em cartaz de Valditara
Centenas de estudantes protestam em Gênova contra políticas educacionais; ovos atingem cartaz do ministro Valditara. Nova greve marcada para 18 de maio.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Gênova: centenas de estudantes em greve protestam contra governo; ovos lançados em cartaz de Valditara
GÊNOVA — Centenas de jovens ocuparam as ruas de Gênova nesta quinta-feira em um protesto estudantil convocado contra as políticas educacionais do governo. O ato, organizado por estudantis e apoiado por sindicatos como USB e CGIL, reuniu estudantes, docentes e funcionários da escola em defesa da educação pública e contra a militarização do sistema de ensino.
Segundo apuração in loco e cruzamento de fontes sindicais, o cortejo teve início após o palco montado em Largo Pertini e percorreu via XII Ottobre e piazza Corvetto até a sede da Prefeitura e da Prefettura. À frente do grupo, um faixa com a inscrição "Studenti e lavoratori uniti contro la 'd'istruzione pubblica'" abriu a manifestação que seguiu com palavras de ordem e cartazes.
Participaram também docentes e pessoal ATA, entre delegações vindas de La Spezia e Imperia, além dos coletivos Osa e Cambiare Rotta e da Rete dei Tecnici Liguria, que ressaltaram pedidos como "la scuola non si vende" e a necessidade de destinar menos recursos a políticas militaristas e mais verbas para a escola pública.
Os manifestantes detalharam problemas concretos: salas em mau estado de conservação, redução de horas de apoio para estudantes com necessidades especiais, e o aumento das taxas universitárias. "Com salas que caem aos pedaços, menos horas de apoio e taxas que sobem, queremos tocar o alarme do governo Meloni e dos ministros Valditara e Bernini", disse Leonardo Ambrosio, do coletivo Cambiare Rotta. "Protestamos contra um governo que corta o financiamento da educação e reduz perspectivas para os jovens".
Durante o protesto, uma delegação dirigiu-se ao provveditorato escolar em via Assarotti. No local, manifestantes lançaram ovos contra um cartaz com a foto do ministro Valditara e gritaram "Vattene!". Em seguida, uma delegação sindical, composta por representantes de estudantes e trabalhadores, entrou no edifício para uma reunião com o diretor do ufficio scolastico.
Os organizadores anunciaram nova mobilização: um greve geral marcado para 18 de maio, momento em que planejam ampliar as ações de rua. A manifestação carregou também bandeiras da Palestina e de Cuba e expressou solidariedade a dois ativistas da Global Sumud Flotilla — Thiago Avila e Saif Abukeshek — detidos pelo governo israelense, com gritos de "Libertà subito!".
O protesto em Gênova evidencia a convergência entre reivindicações estudantis e demandas sindicais por melhores condições físicas e financeiras no sistema educacional. A apuração registrou clima de tensão localizado no entorno do provveditorato, mas sem relatos imediatos de feridos; autoridades locais ainda não divulgaram balanço oficial sobre detidos ou danos materiais.
Relato feito com base em observação direta, notas sindicais e entrevistas com representantes dos coletivos presentes. O foco permanece na verificação dos fatos brutos e no acompanhamento das próximas mobilizações programadas.