Maratona telefônica de mais de 12 horas: idoso de 82 anos arma armadilha e faz prender dois golpistas em Roma

Idoso de 82 anos arma armadilha e faz prender dois golpistas após maratona telefônica de 12 horas em Roma; bancário alertou a polícia.

Maratona telefônica de mais de 12 horas: idoso de 82 anos arma armadilha e faz prender dois golpistas em Roma

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Maratona telefônica de mais de 12 horas: idoso de 82 anos arma armadilha e faz prender dois golpistas em Roma

Por Giulliano Martini. Apuração in loco, cruzamento de fontes e fatos brutos.

Dois homens foram detidos em Roma, na área de Tor Tre Teste, após uma tentativa de golpe que submeteu uma vítima idosa a uma verdadeira maratona telefônica de mais de 12 horas com o objetivo de esvaziar sua conta. A operação fracassou graças à reação da própria vítima, um homem de 82 anos, e à intervenção da polícia acionada por um funcionário bancário.

Segundo o raio-x da ocorrência, tudo começou na noite anterior quando o octogenário recebeu uma chamada de alguém que se apresentou como um carabiniere. O interlocutor alegou que dois suspeitos haviam sido detidos por um suposto furto ligado à conta da vítima e que era necessário verificar a origem dos fundos. A partir desse momento foi instalado um mecanismo de pressão contínua: o golpista permaneceu em linha, monitorando em tempo real cada movimento do idoso e certificando-se de que ele não dispusesse de outros aparelhos.

Ao longo da madrugada e manhã seguintes, os autores da fraude forçaram a vítima a permanecer acordada e a seguir instruções para retirar quantias e reunir bens. A exigência era de 8 mil euros, quantia que deveria ser entregue aos golpistas. No entanto, os autores não conseguiram completar a retirada via caixa eletrônico porque o valor excedia o limite diário do cartão. Forçado a se deslocar até a agência bancária para concluir a operação, o idoso foi atendido por um operador que percebeu sinais claros de fraude.

O bancário levou a informação às autoridades e iniciou o protocolo de segurança. A partir da comunicação, os agentes combinaram com a vítima uma estratégia de contenção — a própria vítima participou ativamente da armadilha telefônica, mantendo o contato conforme orientado pela polícia. Os dois suspeitos, um homem de 63 anos natural de Catânia e outro de 34 anos natural de Nápoles, compareceram posteriormente à residência do afetado para recolher o dinheiro e joias.

Foi nesse momento que os agentes prenderam os dois. Eles foram indiciados por tentativa de extorsão agravada, usurpação de identidade (por se passarem por força de segurança) e resistência a público oficial. A autoridade judiciária validou a prisão, convertendo-a em medida cautelar de obrigação de comparecimento para assinatura periódica nas delegacias competentes nos respectivos municípios de residência.

Este caso evidencia dois vetores essenciais na prevenção a fraudes: a colaboração decisiva entre cidadão e instituição financeira e a prontidão das forças policiais para montar operações de contenção. O perfil da vítima — idoso e alvo típico de golpes por autoridade falsa — reforça a necessidade de treinamentos regulares a empregados de bancos e campanhas informativas dirigidas a públicos vulneráveis.

Apuração técnica, sem ruído: os fatos apontam para um esquema bem articulado, baseado em coerção psicológica remota, que só foi neutralizado devido à vigilância do bancário e à atitude proativa da vítima. A investigação segue para esclarecimentos adicionais sobre a possível existência de uma rede mais ampla por trás das tentativas.