Itália 2026: 120 pedestres mortos, quase metade atropelada na faixa de pedestres
Itália 2026: 120 pedestres mortos até agora; 48,3% atropelados na faixa e metade das vítimas tem mais de 65 anos.
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Itália 2026: 120 pedestres mortos, quase metade atropelada na faixa de pedestres
Por Giulliano Martini — Apuração e cruzamento de fontes: o Observatório Asaps-Sapidata registra, desde 1º de janeiro de 2026 até a presente data, 120 pedestres mortos nas estradas italianas. Do total, 79 eram homens e 41 mulheres. Metade das vítimas — 60 pessoas — tinham mais de 65 anos.
O levantamento do Observatório aponta ainda que, no primeiro trimestre de 2026, foram 116 mortes de pedestres, um aumento de 9,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 106 vítimas. A distribuição mensal das fatalidades no trimestre mostra 47 óbitos em janeiro, 29 em fevereiro e 40 em março.
Na análise territorial, a região com o maior número absoluto de vítimas é a Lombardia, com 16 mortes (uma delas em Milão). Em seguida figuram o Lazio com 13 casos (seis em Roma), Piemonte com 12, Veneto com 12, Campania com 10 e Toscana com 9. Outros registros: Liguria (8), Puglia (8), Emilia-Romagna (7), Sicilia (6), Calabria (5), Umbria (4), Marche (3), Friuli Venezia Giulia (3), Abruzzo (2) e Sardegna (2).
Um dado que destaca o caráter preventivo do problema é que 58 dos 120 atropelamentos letais ocorreram sobre a faixa de pedestres — o equivalente a 48,3% do total. O levantamento também aponta 13 episódios de pirataria rodoviária (hit-and-run), nos quais o responsável evadiu-se sem prestar socorro; o caso mais recente foi noticiado em Vicenza no final de março. Há ainda registros de pedestres atingidos enquanto caminhavam no marciapiede (calçada), o que evidencia diferentes vulnerabilidades no espaço urbano.
O cruzamento de dados do Observatório com números públicos disponíveis permite traçar um panorama alarmante para a segurança viária: a maior incidência entre idosos reforça a necessidade de ações específicas de proteção aos mais vulneráveis, enquanto a prevalência de acidentes sobre as faixas aponta falhas na fiscalização, desenho viário e comportamento dos condutores.
Como correspondente com longa experiência de apuração na Itália, destaco que esses números representam fatos brutos que repercutem nas políticas locais e nacionais de trânsito. A consolidação dos dados pelo Asaps-Sapidata fornece base para cobrança técnica junto às autoridades competentes — desde intervenções de engenharia viária até campanhas de fiscalização e educação no trânsito.
Nos próximos relatórios, será fundamental acompanhar indicadores complementares: velocidade média nas zonas urbanas, número de fiscalizações e autuações por avanço de sinal e falta de atenção ao pedestre, bem como o perfil etário detalhado das vítimas. A realidade traduzida por esses números exige respostas objetivas e mensuráveis por parte das administrações regionais e municipais.
Esta reportagem segue em aperfeiçoamento com a verificação contínua de ocorrências locais e contato com fontes das polícias rodoviárias e municipais. Fatos adicionais e desdobramentos serão incorporados assim que confirmados.