Istat: Itália se torna o país mais envelhecido da União Europeia em 2026

Istat: em 2026 a Itália registra a maior média de idade da UE; população idosa supera 25% e jovens caem a 11,6%.

Istat: Itália se torna o país mais envelhecido da União Europeia em 2026

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Istat: Itália se torna o país mais envelhecido da União Europeia em 2026

Segundo os indicadores demográficos publicados pelo Istat, em 1º de janeiro de 2026 a idade média da população residente na Itália alcançou 47,1 anos, um aumento de meio ponto decimal (seis meses) em relação a 1º de janeiro de 2025. O levantamento confirma diferenças regionais: o Centro mantém-se como a área mais envelhecida (47,7 anos), seguido pelo Norte (47,3 anos), enquanto o Mezzogiorno continua sendo a parte mais jovem do país (46,4 anos).

O detalhamento por faixa etária revela um quadro de retração da juventude e de expansão da população idosa. A população de 0 a 14 anos totaliza 6.852.000 indivíduos (11,6% do total), com uma redução de 168 mil pessoas em relação a 2025. A população em idade ativa (15-64 anos) soma 37.270.000 indivíduos (63,2% do total), queda de 73 mil no intervalo de um ano. Em contrapartida, os over 65 chegam a 14.821.000, correspondendo a 25,1% da população e um aumento superior a 240 mil pessoas em relação ao ano anterior.

O crescimento também é visível nas idades mais avançadas: os com 85 anos ou mais somam 2.511.000 indivíduos (+101 mil) e representam 4,3% da população total. Os ultracentenários alcançam 24.700 pessoas, pouco mais de 2.000 a mais que no ano anterior.

O processo de envelhecimento não é exclusivo da Itália, mas o país se destaca no contexto europeu. Com referência a 1º de janeiro de 2025, no conjunto da UE27 a divisão etária era de 14,4% para 0-14 anos, 63,6% para 15-64 anos e 22,0% para os 65 anos ou mais. As maiores proporções de jovens estão na Irlanda (18,5%), Suécia (16,8%) e França (16,6%). A Itália apresenta a menor percentagem de jovens (11,9%) e a maior de idosos (24,7%).

A idade mediana na Itália chega a 49,1 anos, mais de quatro anos acima da média da UE27 (44,9 anos) e quase dez anos acima do valor mínimo observado na Irlanda (39,6 anos).

Os dados do Istat ressaltam que a utilização da barreira etária de 65 anos como único critério para definir quem é idoso é uma simplificação histórica. A qualidade de vida, a saúde e as capacidades funcionais das coortes mais velhas melhoraram de forma sustentada nas últimas décadas, o que desloca para frente o limite da chamada terceira idade.

Como alternativa ao critério estritamente anagráfico, o Istat indica indicadores dinâmicos baseados na speranza di vita residua (esperança de vida residual). Um exemplo didático: tomando-se como parâmetro fixo a esperança de vida residual aos 65 anos dos homens em 1960 (13,1 anos), em 2025 seriam considerados idosos apenas os homens com 74 anos e as mulheres com 77 anos. Nessa hipótese, a parcela da população classificada como idosa cairia para 12,3% — aproximadamente a metade dos 24,7% obtidos pelo critério dos 65 anos.

O roteiro de envelhecimento populacional tem implicações concretas e mensuráveis: pressão sobre sistemas de previdência e saúde, necessidade de políticas laborais adaptadas e revisão de serviços sociais. O Istat fornece os dados brutos que permitem quantificar essas pressões; a formulação de respostas políticas depende agora do cruzamento desses números com cenários de participação laboral, migratórios e de produtividade.

Fonte: Istat — Indicatori demografici, publicação de 2026.