Jornalistas da Unirai-Figec fazem paralisação exigindo negociação do contrato e proteção contra exploração
Jornalistas da Unirai-Figec paralisam trabalho exigindo negociação imediata do contrato nacional e proteções contra exploração e uso indevido de IA.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Jornalistas da Unirai-Figec fazem paralisação exigindo negociação do contrato e proteção contra exploração
Hoje, as profissionais e os profissionais de imprensa filiados ao sindicato Unirai-Figec iniciaram uma paralisação nacional para pressionar pela retomada urgente das negociações do contrato nacional de trabalho e do integrativo da Rai, ambos congelados há mais de uma década. A mobilização visa destacar que o contrato é condição básica e inalienável da liberdade profissional e um mecanismo de defesa contra formas de exploração e pressões no ambiente de trabalho.
Em nota oficial, o sindicato enfatiza que as disposições relativas ao tratamento econômico constituem um “baluarte” para assegurar condições dignas. “Um novo contrato não pode suprimir direitos já adquiridos”, afirma o texto sindical. O documento aponta que qualquer tentativa de desconstituir direitos consolidados contraria a lógica do Direito do Trabalho: regras que integram o patrimônio normativo só podem ser renegociadas para aprimorar as condições econômicas dos trabalhadores.
O movimento também demanda medidas concretas para ampliar a presença feminina em cargos de comando nas estruturas empresariais e nas redações. O sindicato declarou que dedica o dia de silêncio aos colegas em situação de precariedade e sem garantias contratuais, cobrando “percursos de estabilização” e cláusulas econômicas que assegurem compensação justa.
Sobre tecnologia e automação, a posição da Unirai-Figec é explícita: a tecnologia deve permanecer a serviço do humano, e não o contrário. Com regulamentações apropriadas, a inteligência artificial pode ser incorporada como ferramenta de trabalho, mas não pode ser utilizada como pretexto para reduzir quadros, comprimir custos ou burlar obrigações contratuais.
Fontes sindicais ouvidas pela reportagem reforçam que a paralisação pretende também enviar um sinal às empresas e ao setor público para que priorizem cláusulas de proteção e mecanismos de estabilização dos profissionais mais vulneráveis, evitando a precarização crescente das redações.
O episódio coloca em xeque práticas laborais que o sindicato considera regressivas e revela uma tensão estrutural entre inovação tecnológica e salvaguarda de direitos acumulados ao longo de décadas. Para a Unirai-Figec, não há liberdade editorial sem um contrato robusto que garanta condições laborais justas.
Encerrando a nota, o sindicato reitera: “Não existe liberdade sem um contrato forte”. A paralisação segue, por ora, como instrumento de pressão até que seja estabelecido um calendário de negociações com propostas concretas. A reportagem continuará o acompanhamento das conversações e dos desdobramentos nas próximas horas.