Menina ucraniana de 4 anos morre em Rimini após alta do pronto-socorro
Menina ucraniana de 4 anos morre em Rimini após ter sido liberada do pronto-socorro; investigação e possível autópsia em curso.
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Menina ucraniana de 4 anos morre em Rimini após alta do pronto-socorro
Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes. Uma criança ucraniana de quatro anos, residente na província de Rimini, faleceu na manhã de ontem no hospital Infermi, após um súbito agravamento do quadro clínico. A sequência dos fatos, confirmada por registros do serviço de urgência pediátrica e pelo relato dos familiares, aponta que a menina havia sido atendida e liberada poucas horas antes.
Os pais levaram a criança ao ambulatório de pronto socorro pediátrico na sexta-feira às 21h30 devido a febre iniciada por volta das 18h, sem outros sintomas associados. Segundo o boletim clínico, os profissionais identificaram parâmetros vitais dentro da normalidade e verificaram funcionamento cardiovascular, pulmonar, abdominal e neurológico estáveis. Exames laboratoriais não mostraram sinais de infecção.
Após administração de paracetamol, a febre cedeu rapidamente. A menor permaneceu em observação por algumas horas e foi dada alta às 00h43, em condições clínicas gerais consideradas boas pelos médicos responsáveis.
Nas primeiras horas da manhã seguinte, porém, houve um agravamento inesperado. Os pais acionaram o médico da emergência territorial e a criança deu entrada novamente no pronto socorro às 06h35. Equipe composta por médico rianimador, pediatra e médico de pronto socorro iniciou manobras de reanimação que se estenderam por mais de uma hora, sem sucesso.
Atualmente, estão em curso todos os procedimentos clínicos e administrativos necessários para apurar as causas do óbito. A direção do hospital informou que serão realizadas as averiguações médico-legais pertinentes e não exclui a possibilidade de a Procura de Rimini solicitar autópsia para esclarecer o quadro que levou à morte.
Do ponto de vista técnico, os documentos médicos consultados descrevem um caso em que sinais vitais e exames complementares não sugeriam risco imediato no momento da alta. Ainda assim, a evolução fulminante do quadro nas horas seguintes impõe investigação rigorosa: será verificada a sequência de atendimento, registros de observação, resultados laboratoriais e eventuais exames adicionais que possam lançar luz sobre causas infecciosas atípicas, reações adversas ou outras hipóteses clínicas.
Esta reportagem baseia-se em fatos brutos apurados junto ao serviço de urgência, ao hospital e aos diários locais. Mantemos a reserva de identidade da família por respeito ao luto. A Espresso Italia seguirá acompanhando o caso, com atualização assim que os exames e as decisões da autoridade judiciária estiverem disponíveis.


