Milão: 9 condenados pelo rogo da Torre dei Moro; penas chegam a 3 anos

Tribunal de Milão condena 9 pelo rogo da Torre dei Moro; penas vão de 8 meses a 3 anos. Quatro réus absolvidos. Motivações em 90 dias.

Milão: 9 condenados pelo rogo da Torre dei Moro; penas chegam a 3 anos

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

GERADO EM: Jul 21, 2026 às 09:06

Milão: 9 condenados pelo rogo da Torre dei Moro; penas chegam a 3 anos

O Tribunal de Milão condenou nove pessoas por disastro colposo relacionado ao incêndio na Torre dei Moro, ocorrido em 29 de agosto de 2021, sem vítimas fatais. As penas variam de oito meses a três anos, sendo as mais severas para Teodoro Martinez Lopez e Francisco Churruca Ybbarra, ambos da Alucoil. A juíza Amelia Managò reconheceu atenuantes, resultando na suspensão condicional para penas de até dois anos. Quatro dos treze réus foram absolvidos, incluindo Alberto Moro e projetistas da Zambonini. O caso levanta questões sobre segurança em fachadas de edifícios altos e a responsabilidade de fabricantes e gestores de projetos, e o veredicto pode influenciar práticas na construção civil. Motivações da sentença serão divulgadas em até 90 dias.

Fique por dentro de todos os pontos deste artigo lendo a versão completa a seguir.

O Tribunal de Milão proferiu sentença que resultou em nove condenações por disastro colposo relacionadas ao rogo da Torre dei Moro, o arranha-céu de 18 andares que pegou fogo em 29 de agosto de 2021. O incêndio transformou a torre numa verdadeira torre, sem, contudo, causar vítimas fatais. As penas aplicadas variam entre oito meses e três anos.

A juíza Amelia Managò, da sexta seção penal, fixou as penas mais elevadas: três anos para Teodoro Martinez Lopez, representante legal da empresa espanhola Alucoil, fabricante dos painéis de revestimento em forma de vela que, segundo a acusação, eram “altamente inflamáveis” e se incendiaram com rapidez. Também foi condenada a três anos Francisco Churruca Ybbarra, export manager da mesma Alucoil.

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

Outras penas relevantes determinadas no veredicto:

  • 2 anos e 6 meses para Ettore Zambonini, representante legal da empresa Zambonini, responsável pelos trabalhos nas "velas" da fachada;
  • 2 anos e 6 meses para Giordano Cantori, apontado como responsável comercial pelos painéis "Larson" do fabricante espanhol;
  • 2 anos para Giampaolo Leoni, responsável pela Polo srl no projeto geral relativo às medidas antifogo;
  • 2 anos para Orio Delpiano, diretor dos trabalhos pela Moro Costruzioni;
  • 1 ano e 6 meses para Massimo Mastrocinque, diretor técnico da Zambonini;
  • 1 ano para Giampaolo Cremaschi, do escritório de compras da Polo e coordenador em matéria de segurança;
  • 8 meses para Stefania Grunzweig, administradora da Polo srl, vendedora das unidades imobiliárias.

Para todos os condenados foram reconhecidas atenuantes genéricas, que em alguns casos equivalem ou prevalecem sobre eventuais agravantes. As penas até dois anos foram substituídas por suspensão condicional. Em determinados réus uma agravante foi expressamente excluída pela juíza.

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

A acusação havia pedido 12 condenações, com penas que chegavam a oito anos, conforme pedido inicial da Procuradoria. A defesa, por sua vez, sustentou falhas de atribuição de responsabilidade técnica e material. As motivações do veredicto serão publicadas em até 90 dias.

Houve também absolvições: quatro dos treze réus — e não três, como informado inicialmente — foram considerados inocentes por não terem praticado o fato. Entre os absolvidos estão Alberto Moro, responsável pela aquisição de clientes para vendas dos apartamentos, e os projetistas Giuseppe Tortini, Roberto Molinari e Federico Corpieri, ligados à Zambonini.

Este caso segue no centro do debate sobre segurança contra incêndio em fachadas de edifícios altos e sobre a responsabilidade de fabricantes, instaladores e gestores de projeto. O veredicto do Tribunal de Milão constitui um marco processual no trajeto judicial do incêndio na Torre dei Moro, com impactos potenciais nas normas e práticas do setor da construção.

Apuração e cruzamento de fontes: dados do processo e decisões judiciais disponíveis em ato público. Relatório técnico e motivações da sentença aguardados para fundamentar integralmente as conclusões do julgamento.

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘