Gestores de bar condenados a 17 anos por morte após tentativa de furto de Gratta e Vinci em Milão

Gestores de bar em Milão condenados a 17 anos pelo homicídio de homem após tentativa de furto de Gratta e Vinci; vídeo e perícia fundamentaram a sentença.

Gestores de bar condenados a 17 anos por morte após tentativa de furto de Gratta e Vinci em Milão

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Gestores de bar condenados a 17 anos por morte após tentativa de furto de Gratta e Vinci em Milão

Por Giulliano Martini — A Corte d'Assise de Milão condenou, nesta sessão, os gestores do bar de viale Cermenate a penas de 17 anos de reclusão cada um. Shu Zou e Liu Chongbing foram considerados responsáveis pelo homicídio de Eros Di Ronza, 37 anos, morto a golpe de tesoura na madrugada de 17 de outubro de 2024, após uma tentativa de furto de gratta e vinci.

Os juízes reconheceram a autoria do crime pelos réus, afastando a agravante da crueldade mas reconhecendo a atenuante da provocação, conforme exposição na sentença. A investigação foi coordenada pelo Ministério Público, com a promotoria de Maura Ripamonti, e conduzida pela polícia, com base em provas técnicas e imagens de videovigilância.

A reconstrução dos fatos, baseada em apuração in loco e no cruzamento de fontes, indica que Di Ronza chegou ao local a bordo de um scooter roubado pouco antes, forçou a saracinesca do estabelecimento e acionou o alarme. Os proprietários — uma família de origem chinesa que reside próximo ao bar — teriam descido à rua para verificar a situação e surpreendido o homem quando deixava o local com maços de bilhetes de gratta e vinci nas mãos, alguns dos quais caíram no chão.

As primeiras forbiciate teriam sido desferidas próximas à saracinesca. Em seguida, segundo o material de vídeo juntado ao processo, a vítima tentou fugir, mas foi alcançada a poucos metros pelos dois homens, que o atingiram novamente e de forma reiterada com a tesoura. A sequência de agressões foi registrada por uma câmera do estabelecimento.

O alerta ao serviço de emergência (112) partiu de um homem identificado como 30 anos, ligado ao bar; nas ligações ele disse: "Venite, c'è un uomo che sta morendo". As equipes do 118 e as patrulhas policiais chegaram ao local, mas o homem foi encontrado sem sinais vitais. O médico legista registrou ao menos vinte feridas compatíveis com cortes de tesoura no corpo da vítima.

Na tarde do mesmo dia do crime, o titular do bar e seu tio, de 49 anos, foram presos imputados por homicídio em concurso. Os advogados de defesa, Eugenio Rogliani e Simone Ciro Giordano, declararam aos cronistas que os acusados "não são pessoas rixas nem violentas, fizeram sempre do trabalho a sua vida" e anteciparam que irão alegar legítima defesa.

Vizinhos e comerciantes da região corroboraram que o estabelecimento já havia sido alvo de roubos: relatos apontam até cinco assaltos sofridos pelo bar, três deles nos últimos três meses, além de furtos em outros comércios próximos. Um comerciante vizinho descreveu a técnica usada pelos ladrões — levantar a saracinesca com um macaco e entrar — e afirmou que Di Ronza costumava circular na área acompanhado de um comparsa. Este último, um homem de 48 anos com antecedentes, fugiu após o homicídio; foi posteriormente identificado e denunciado por tentativa de furto.

Equipes policiais também recolheram no entorno maços de gratta e vinci que a vítima tentou levar. A sentença, aplicada agora pela Corte d'Assise, fecha uma fase processual marcada por imagens contundentes e por um trabalho pericial que embasou a condenação a 17 anos para cada um dos réus.

Apuração e cruzamento de fontes continuam a orientar a cobertura deste caso, que permanece sob acompanhamento da Justiça e sujeito a recursos.