Milão: ato dos Patriotas na Piazza Duomo e confrontos com antagonistas mobilizam a segurança

Confrontos localizados em Milão: Patrioti na Piazza Duomo, protestos antagonistas e intervenção policial com idranti. Salvini encerrou com ataques à UE.

Milão: ato dos Patriotas na Piazza Duomo e confrontos com antagonistas mobilizam a segurança

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Milão: ato dos Patriotas na Piazza Duomo e confrontos com antagonistas mobilizam a segurança

Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes. Milão viveu neste sábado uma tarde marcada pela presença dos Patrioti em frente ao Duomo e por tensões localizadas entre grupos antagonistas e as forças de segurança.

O palco principal foi a Piazza Duomo, onde se reuniram apoiadores vinculados à Lega e a formações do nacionalismo europeu, no comício intitulado "Senza Paura". Em paralelo, dois cortejos de protesto partiram entre Piazza San Babila e Piazza Santo Stefano, reunindo centri sociali, associações do centro-esquerda e movimentos antagonistas.

A preocupação das autoridades era com a ordem pública: havia risco de confrontos entre os blocos rivais. Na prática, os episódios mais relevantes ocorreram nos protestos antagonistas, onde as forças policiais repeliu com idranti — caminhões de jato d'água — cerca de cem ativistas que tentaram romper uma barreira. Um grupo, identificado em parte com militantes del Lambretta e dello Zam, tentou aproximar-se de um cordão de segurança lançando petardos e fumígenos em direção a barreiras móveis e veículos blindados.

O corteo dos leghisti, por sua vez, percorreu o itinerário com relativa calma, saindo de via Palestro com dois tratores — um à frente e outro na retaguarda. O encontro sob a Madonnina foi marcado por uma presença de algumas milhares de pessoas, inferior à da última grande mobilização leghista de 2019, mas significativa em termos organizativos. Muitos tricolori, bandeiras da Lega, dos Patrioti europei, de Milão e de diversas regiões apareceram na praça.

Os discursos no palco alternaram lideranças do movimento soberanista europeu. Por volta das 15h, o público acompanhou os pronunciamentos até o encerramento feito por Matteo Salvini. O vice‑primeiro‑ministro classificou o próprio ato como pacifista e criticou a outra praça, rotulando parte dos protestos como de quem "procura scontri". Salvini reafirmou a coesão do centro‑direita "dopo il referendum" e pediu aceleração nas reformas em pauta.

No eixo temático do encontro, os principais pontos foram immigrazione, a presunta islamizzazione dell'Europa, sicurezza, autonomia energetica e a busca pela pace. Salvini voltou a pedir a suspensão do patto di stabilità e do green deal, além do desbloqueio de gas e petrolio russo, em crítica aos orientamentos das instituições de Bruxelas e às decisões statunitensi.

Relatório final: praça dos soberanistas reunindo milhares, cortejos de oposição com momentos de confronto localizados e intervenção policial para dispersão. A dinâmica registrada hoje em Milão confirma um padrão de polarização que tende a se manifestar em cenários urbanos centrais, exigindo vigilância e coordenação entre as forças de ordem para evitar escaladas.