Niscemi: deslizamento atinge mais de 4 km, alerta Musumeci

Musumeci informa que a frana em Niscemi já tem mais de 4 km; comissão da Casa Italia avaliará riscos e medidas em poucas semanas.

Niscemi: deslizamento atinge mais de 4 km, alerta Musumeci

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GERADO EM: Mar 17, 2026 às 20:34

Niscemi: deslizamento atinge mais de 4 km, alerta Musumeci

O movimento de terra em Niscemi, Sicília, atingiu mais de 4 km de largura, segundo o ministro da proteção civil, Nello Musumeci. No dia 25 de janeiro, o fenômeno acelerou, com a escarpa de frana apresentando um desnível crescente. Os especialistas alertam para o risco de novas construções serem afetadas e a possibilidade de comprometer trechos viários. Musumeci anunciou a criação de uma comissão no Casa Italia para estudar as causas e evoluções do deslizamento, prevendo um parecer técnico em breve. Ele destacou a responsabilidade das autoridades municipais e indicou que 90% dos municípios da Sicília estão em alto risco de franeamento, necessitando de ações coordenadas para prevenção e contenção.

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Por Giulliano Martini — Apuração em loco e cruzamento de fontes confirmam: o movimento de terra em Niscemi (província de Caltanissetta) atingiu uma largura total superior a 4 km. A informação foi apresentada pelo ministro da proteção civil, Nello Musumeci, em informativa ao Senado.

Segundo o ministro, na manhã de domingo, 25 de janeiro, a evolução do fenômeno sofreu uma aceleração repentina. "A escarpa de frana registrou um desnível de algumas dezenas de metros, em progressivo aumento e em contínua evolução retrogressiva, com uma largura do coronamento que superou os 4 km", declarou Musumeci. O relato foi acompanhado de avaliação técnica sobre a dinâmica: trata‑se de um deslizamento com tendência típica à retrogradação do talude, que tende a progredir em direção ao centro urbano.

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Os especialistas ouvidos pelo departamento também estabeleceram paralelos históricos. A comparação com a frana ocorrida em 1997 e com um evento documentado em 1790 leva à hipótese de um novo arretramento do bordo da escarpa da ordem de "algumas dezenas de metros", sobretudo em caso de precipitações abundantes. A consequência direta, advertiram as fontes técnicas, é o risco de envolvimento de novos edifícios próximos ao limite instável e a possibilidade de comprometimento permanente de trechos de viabilidade estratégica.

Musumeci informou ainda que "não foram faltados sciacalli em jaqueta e gravata" no manejo da emergência — uma referência direta a práticas de instrumentalização política e exploração indevida da crise, registrada nas fontes da apuração. Em tom institucional, o ministro reforçou que "é meu direito e dever rejeitar com firmeza a representação que isola, de modo instrumental, um único episódio nos últimos três meses do meu mandato como presidente da Região Sicília".

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Como resposta técnica imediata, foi instituída no âmbito do departamento Casa Italia — responsável pela reconstrução e prevenção estrutural — uma comissão de estudo destinada a investigar as possíveis evoluções do fenômeno e as razões da rápida progressão observada nos últimos anos. Musumeci prometeu um parecer técnico sobre intervenções a serem realizadas "em poucas semanas", voltado ao pós‑emergência.

Quanto ao reassentamento das famílias, o ministro assinalou que "a solução para as famílias forçadas a abandonar suas casas permanentemente ainda não está definida". Musumeci ressaltou o papel institucional dos municípios: "Cabe às autoridades comunais apresentar uma proposta resolutiva. Lembro que os prefeitos são a primeira autoridade de proteção civil, responsáveis pelo planejamento e vigilância urbanística do território". A interlocução entre administrações locais e comunidade científica foi apontada como condição necessária para decisões seguras.

Além do caso específico de Niscemi, Musumeci fez uma advertência mais ampla sobre o território regional: em Sicília, "9 em cada 10 municípios estão em alto risco de franeamento", segundo os dados referidos pelo ministério. O diagnóstico técnico e as medidas recomendadas pela comissão da Casa Italia deverão fundamentar ações de prevenção e eventuais obras de contenção.

Relato direto, dados técnicos e cronologia: a realidade traduzida pelos especialistas indica um quadro de risco que exige resposta coordenada entre esfera técnica, autoridades locais e estruturas de proteção civil. A Espresso Italia seguirá com apuração contínua e divulgação do parecer técnico assim que disponível.

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