Pai de irmãs desaparecidas: “Meu coração diz que estão bem” — buscas com dispositivo Life Seeker e novo indício
Pai diz acreditar que as irmãs desaparecidas ainda estão bem; buscas com Life Seeker e indício de prendedor de cabelo ampliam investigação na Camosciara.
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Pai de irmãs desaparecidas: “Meu coração diz que estão bem” — buscas com dispositivo Life Seeker e novo indício
“Meu coração me diz que elas estão ainda bem”. É com essa frase que Stefano Di Giacinto descreve o sentimento em relação às filhas Sarah e Alysia, menores desaparecidas há mais de dez dias da casa-família em Civitella Alfedena, segundo relato de Alessia Natali, responsável pela associação Penelope Abruzzo. Natali qualifica a sensação do pai como positiva, mas marcada por “muita preocupação e ansiedade”.
Do ponto de vista operacional, as buscas devem receber em breve o apoio do dispositivo conhecido como Life Seeker, ferramenta usada em operações de busca e salvamento para localizar telefones celulares e criar uma rede temporária de comunicação em áreas sem cobertura. A chegada do equipamento pode ampliar o alcance das tentativas de localização.
Em relatório à imprensa, Natali aponta a hipótese de que as jovens tenham deixado a instituição com a ajuda de alguém que conhecia a rotina e os pontos vulneráveis do prédio — entre eles, a janela quebrada por onde, possivelmente, foram auxiliadas a sair. A associação trabalha com a linha de investigação de que as irmãs podem ter seguido parte do trilho que liga a casa-família à região da Camosciara e, já nas primeiras horas da manhã, sido embarcadas por terceiros rumo a Pescasseroli. Essa hipótese baseia-se em cruzamento preliminar de informações e no posicionamento geográfico dos acessos próximos à estrutura.
Natali informou não ter mantido contato com a mãe das meninas, Valentina D'Acunto, nem com o companheiro dela, que fizeram apelos públicos nas primeiras horas após o desaparecimento. “Conheço, em vez disso, a companheira de Stefano: tudo se movimentou graças a ela — foi ela quem entrou em contato com a nossa associação. É uma pessoa ativa e que mantinha bom relacionamento com as meninas”, afirmou a representante da Penelope Abruzzo.
As buscas por Sarah, de 12 anos, e Alysia, de 16 anos, não foram interrompidas desde o desaparecimento, ocorrido na noite entre sábado 6 e domingo 7 de junho, num intervalo estimado entre as 2h e as 5h da manhã. As jovens estavam alojadas na casa-família havia quase dois anos, após a separação dos pais.
O primeiro indício relevante surgiu com o achado de um prendedor de cabelo (fermaglio) nas proximidades de um dos trilhos. Uma amiga das meninas identificou o objeto como possivelmente pertencente a Sarah, o que levou equipes de resgate a concentrar a varredura no trecho onde o item foi localizado. Bombeiros, o socorro alpino da Guardia di Finanza e voluntários fazem patrulha minuciosa palmo a palmo nessa área.
Após o achado do prendedor, os Carabinieri isolaram a via de acesso à casa-família com barreiras, para proteger a cena e organizar a logística das operações. Fontes civis e policiais informaram que os meios aéreos e terrestres empregados nas buscas já foram reordenados para cobrir rotas alternativas, enquanto equipes especializadas avaliam sinais e depoimentos coletados no local.
O caso permanece sob monitoramento constante. A investigação, conforme apuração in loco e cruzamento de fontes por esta redação, mantém como prioridades: identificar deslocamentos por veículos nas primeiras horas do desaparecimento, verificar imagens de câmeras nas imediações e rastrear sinais eletrônicos com apoio do Life Seeker assim que o equipamento estiver operante.
Esta reportagem seguirá atualizando os fatos conforme novas confirmações das autoridades e das equipas de busca. A realidade traduzida até agora é de um desaparecimento que combina um primeiro indício físico — o prendedor — com testemunhos que apontam para a possibilidade de intervenção de terceiros conhecidos das meninas.