Simone Pillon assume defesa da família do bosque; juízes mantêm: mãe não pode voltar à casa família

Pillon assume defesa da família do bosque; tribunal de L'Aquila mantém que a mãe não pode retornar à casa família. Perícia contestada segue em curso.

Simone Pillon assume defesa da família do bosque; juízes mantêm: mãe não pode voltar à casa família

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Simone Pillon assume defesa da família do bosque; juízes mantêm: mãe não pode voltar à casa família

Em nova virada no caso conhecido como família do bosque, os advogados Marco Femminella e Danila Solinas, do Foro de Chieti, renunciaram hoje ao mandato de representação legal do casal residente em Palmoli. O substituto oficial é o advogado Simone Pillon, ex-senador e especialista em direito de família, que já informou estar estudando os autos para traçar a linha de defesa.

A mudança de defesa ocorre após divergências sobre a estratégia processual: Femminella e Solinas haviam substituído, em novembro, o anterior advogado Giovanni Angeluccia, que também manifestara discordância em relação ao comportamento opositor dos pais, identificados na imprensa como Catherine e Nathan.

Em declaração à agência LaPresse, Simone Pillon confirmou o recebimento do mandato e afirmou que "deve estudar as cartas antes di poter parlare", sinalizando que ainda está avaliando documentos e perícias existentes para formular a defesa da família Trevallion Birmingham, casal anglo-australiano com três filhos menores abrigados em uma estrutura protetta.

Paralelamente à troca de advogados, o Tribunal para os menores de L'Aquila manteve hoje decisão que impede o retorno da mãe à casa família onde os menores estão alojados. Os magistrados rejeitaram integralmente o recurso interposto pelos advogados da família contra a ordenança de 6 de março, que dispunha o afastamento da mãe da estrutura protetta. A Corte de Apelação havia, anteriormente, considerado o reclamo «improcedível» e encaminhado a questão ao Tribunal de menores, que agora ratificou a impossibilidade do retorno materno.

O próprio Tribunal, na ordem de 6 de março, havia inicialmente determinado que as crianças deveriam ser transferidas para outra instituição, mas recuou semanas depois: os menores permaneceriam na mesma casa família, porém sem a presença da mãe.

Uma notícia favorável no quadro clínico: a chamada "bimba del bosco", internada no dia 5 de maio por problemas respiratórios, teve alta e, segundo fontes hospitalares, encontra-se em boas condições. A criança seguirá agora para a estrutura protetta de Vasto, onde está reagrupada com o irmão e a irmã desde novembro.

No plano pericial, o psiquiatra Tonino Cantelmi, nomeado perito de parte da família, informou à ANSA que pretende "completar a contra-perícia" diante do laudo apresentado em finais de abril pela psiquiatra forense Simona Ceccoli, consultora técnica de ufficio do Tribunal para os menores de L'Aquila. Cantelmi já havia criticado o trabalho da Ctu, qualificando-o como «logorréico, inconsistente, com bibliografia datada e erros metodológicos macroscópicos» — pontos que pretende contestar no mérito com análise técnica complementar.

O caso permanece em evolução: a substituição da defesa por um nome de perfil público e com experiência em causas de família, como Simone Pillon, e a confirmação pelo Tribunal de que a mãe não pode voltar à casa onde os menores vivem, mantêm aceso o debate jurídico e social em torno da tutela dos menores, das avaliações periciais e das medidas protetivas adotadas pelas autoridades italianas.

Apuração in loco e cruzamento de fontes oficiais sustentam este relato: os autos do processo, as ordens judiciais e as manifestações formais dos profissionais envolvidos permanecem os pilares factuais que orientam os próximos passos do litígio.