Prêmio Nacional Mulher 2026: Rita Lofano é uma das homenageadas em L'Aquila

Prêmio Donna 2026 em L'Aquila homenageia Rita Lofano e outras líderes; debate sobre gênero, mídia, magistratura e cultura internacional.

Prêmio Nacional Mulher 2026: Rita Lofano é uma das homenageadas em L'Aquila

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Prêmio Nacional Mulher 2026: Rita Lofano é uma das homenageadas em L'Aquila

L'Aquila — “Quando a cultura incontra lo sguardo delle donne, il futuro smette di essere attesa e diventa progetto”. Com esta definição, Gianni Padovani, presidente da onlus Antonio Padovani, resumiu o espírito do Prêmio donna 2026, edição intitulada “Trame di futuro”. O reconhecimento, realizado em L'Aquila, não foi tratado apenas como cerimônia: segundo os organizadores, é um momento de encontro, reflexão e gratidão às mulheres que, com coragem, tornam a sociedade mais justa e humana.

Quatro profissionais foram agraciadas na oitava edição: Rita Lofano, diretora da AGI; Annalisa Imparato, sostituto procuratore da República; Ariadne Caccavale, crítica e curadora de arte; e Susanna Iacona Salafia, diretora do Istituto Italiano di Cultura em Abu Dhabi. A mediação do encontro ficou a cargo da jornalista Monica Pelliccione.

A motivação entregue a Rita Lofano destaca "la prestigiosa carriera internazionale nel segno di un'informazione autorevole, equa e veritiera". Em sua intervenção, Lofano abordou a diferença prática entre cargos de comando ocupados por homens e por mulheres: “Um homem com um papel apical dimentica tutto il resto e ha modo di concentrarsi sul suo incarico; per noi donne — disse — è diverso. Facciamo un po’ più fatica perché dobbiamo conciliare tutto quello che facevamo prima e il nuovo ruolo. L’importante è viverlo con senso di responsabilità”.

Questionada sobre por que mulheres no jornalismo ainda são minoria nos postos de comando, a diretora da AGI afirmou que, embora o corpo profissional seja majoritariamente feminino, a presença nos níveis de topo permanece reduzida: “Scontiamo ancora tanta strada da fare, tanti pregiudizi che non si fermano nel momento in cui arrivi, ma che in qualche modo tendono a intralciare un po’ il lavoro”.

No painel, a procuradora Annalisa Imparato traçou um paralelo entre jornalismo e magistratura: “La magistratura è rosa, siamo tantissime. La questione è quante riescono a raggiungere i ruoli apicali”. A magistrada, que tem em sua trajetória repetidas atuações em casos de violência de gênero, avaliou que o problema prático não é a legislação — lembrando a entrada em vigor do Codice Rosso em 2018 —, mas as lacunas na proteção continuada das vítimas: muitas mulheres denunciam e há condenações, mas, depois do veredito, enfrentam sozinhas a reconstrução de suas vidas.

Presente ao evento, o subsecretário do Ministério da Agricultura, Luigi D’Eramo, declarou que a política deve prosseguir nas medidas de tutela e garantir apoio normativo e prático às mulheres. Já Susanna Iacona Salafia trouxe a dimensão internacional ao debate: ao comentar a exportação da cultura italiana para países árabes, destacou diferenças regionais — observou que a recepção em países como a Jordânia é distinta daquela nos Estados do Golfo, incluindo Abu Dhabi — e ressaltou desafios e oportunidades nas atividades culturais no exterior.

A edição 2026 de Trame di futuro reafirmou o caráter do prêmio como espaço de visibilidade e análise crítica sobre o papel das mulheres nas instituições públicas, nos meios de comunicação e nos circuitos culturais. Em sintonia com a proposta de Padovani, a cerimônia em L'Aquila funcionou como um raio‑x do presente: mostrou avanços, evidenciou obstáculos persistentes e projetou demandas claras para políticas públicas e para a cultura institucional.