Preso em Bordighera companheiro da mãe após fotos e vídeo mostram a pequena Beatrice com rosto machucado
Preso o companheiro da mãe de Beatrice; fotos e vídeo mostram a menina com hematomas e sendo forçada a fumar. Investigações apontam violência e encenação.
RESUMO ✦
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Preso em Bordighera companheiro da mãe após fotos e vídeo mostram a pequena Beatrice com rosto machucado
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Foi preso Manuel Iannuzzi, de 42 anos, companheiro da mulher cuja filha de dois anos, Beatrice, foi encontrada morta em Bordighera no dia 9 de fevereiro de 2026. Iannuzzi foi detido sob a acusação de maltrattamenti agravados que teriam contribuído para a morte da criança. A mãe, Emanuela Aiello, 43 anos, permanece detida em Genova Pontedecimo, acusada de omicídio preterintencional.
As investigações, coordenadas pelo procurador de Imperia, Alberto Lari, contaram com perícia do RIS de Parma, que realizou levantamentos e apreensões. Nos locais vistoriados — o veículo da mãe e a residência do homem em Perinaldo — foram encontradas manchas compatíveis com sangue.
Segundo a ordem de prisão, as provas materiais que embasam a prisão de Iannuzzi incluem fotografias e mensagens apreendidas em aparelhos telefônicos. No telefone da casa apreendido havia imagens que retratam a menina com o rosto fortemente lesionado após as agressões. "Existem várias fotografias que mostram a criança com grandes hematomas no rosto", afirmou o procurador durante a coletiva que atualizou o caso.
Além das fotos, no material sequestrado há um vídeo em que a menina, com apenas dois anos, é forçada a fumar uma cigarreta, enquanto adultos riem; nas imagens a criança chora. As mensagens de WhatsApp apreendidas no celular de Iannuzzi descrevem, nas palavras do Ministério Público, episódios de violência contra a menor.
O quadro probatório é reforçado pelas declarações das duas irmãs de Beatrice, menores, que foram ouvidas durante a investigação. Depois de afastadas do núcleo familiar e inseridas em uma estrutura de proteção, as meninas passaram por acompanhamento psicológico; os relatórios apontam para um "melhoramento significativo" e para uma maior capacidade de recolher e relatar os fatos vividos.
Imagens de circuito de videosorveglianza da cidade, cruzadas com depoimentos e com as mensagens, indicam que o episódio que levou à morte da criança ocorreu na casa de Iannuzzi e não na casa da mãe, como inicialmente declarado pelos dois adultos. O material mostra que a criança foi levada posteriormente para a residência de Aiello já sem vida. A chegada do 118 e as manobras de socorro foram, segundo a acusação, encenadas para tentar induzir a erro as investigações.
Em sua exposição pública, o procurador Lari detalhou que, na tentativa de fazê-la recuperar a consciência, a menina teria sido mantida submersa em água e, em seguida, recebendo açúcar — condutas que não resultaram em atendimento médico. As duas irmãs foram as testemunhas que relataram esses fatos aos psicólogos e ao público ministero, contribuindo para a reconstrução do ocorrido.
Com a prisão de Iannuzzi, as autoridades ressaltam que o processo investigativo segue com o objetivo de consolidar a dinâmica dos fatos por meio do cruzamento de fontes: exames periciais, análise de mensagens, imagens de vigilância e depoimentos. A operação reflete a atuação integrada entre peritos, carabinieri e Ministério Público em uma investigação que, nas palavras do procurador, revelou episódios de "violência brutal".
Esta reportagem traz os fatos verificados e o estado atual das investigações. Novas diligências e audiências podem ampliar o quadro probatório nas próximas semanas.
Por Giulliano Martini, correspondente da Espresso Italia. Apuração in loco, cruzamento de fontes e apresentação dos fatos brutos: a realidade traduzida sem ruídos.