Aloisio (Confesercenti Reggio Calabria): construir rede de borghi é condição para turismo desestacionalizado

Aloisio (Confesercenti Reggio Calabria) defende criar rede de borghi e visão estratégica para turismo desestacionalizado e gestão dos fluxos turísticos.

Aloisio (Confesercenti Reggio Calabria): construir rede de borghi é condição para turismo desestacionalizado

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Aloisio (Confesercenti Reggio Calabria): construir rede de borghi é condição para turismo desestacionalizado

Durante a segunda-feira do encontro de dois dias promovido pela Fondazione Magna Grecia, intitulado "Oltre il mare. I patrimoni per la continuità dell'offerta turistica", Claudio Aloisio, presidente da Confesercenti de Reggio Calabria, colocou no centro do debate a necessidade de fazer rede entre os borghi como passo essencial para o desenvolvimento do turismo local.

Em manifestação direta e fundamentada, Aloisio questionou: "É importante criar uma rede dos borghi, mas o que impede de desenvolver o turismo desestacionalizado e ampliá-lo em todos os seus sentidos?". O diagnóstico apresentado pelo dirigente é objetivo: falta uma organização capaz de transformar o que hoje é fragmentado em um projeto territorial mais orgânico e coerente.

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Segundo Aloisio, não se trata de desinteresse. "Não acredito que haja menefreghismo, mas para promover o território, para gerar desenvolvimento e ter impacto, é preciso referenciar-se às comunidades: os projetos não podem ser impostos de cima para baixo", afirmou. O presidente da Confesercenti descreveu uma realidade marcada por uma "grandíssima fragmentação" e pela ausência de instrumentos e de uma visão estratégica clara sobre o papel do território no setor turístico.

Na avaliação do dirigente, a cidade e a região estão recebendo turistas, mas sem governar esses fluxos: "Quando os turistas chegam a Reggio Calabria, temos que nos perguntar: governamos esses fluxos? A resposta é não: estamos os sofrendo, positivamente, mas os sofrendo. Não decidimos o público-alvo para gerir uma comunicação adequada e envolver o target certo". Aloisio acrescentou que o foco não deve ser necessariamente o turista de alto poder aquisitivo, já que a estrutura local está mais adequada ao target médio.

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Ele lembrou das potencialidades do território: ofertas para trekking, sol e mar, e a singularidade geográfica que permite chegar da praia à montanha em cerca de 30 minutos. "Isso não é o problema — o problema é colocar juntos todos esses aspectos", disse. O nó, segundo Aloisio, é a falta de instrumentos e de uma visão coletiva do que a região pode e deve ser no mapa do turismo.

O presidente também destacou o papel das agências de viagem e do crescimento do "faça você mesmo" no turismo: "As agências trabalham bem; o DIY está crescendo e pode ser mais fácil de gerir, mas não estamos preparados para grandes volumes". A conclusão foi prática e estratégica: é preciso "criar a montante as condições para atrair os públicos desejados e aglutinar o que hoje está fragmentado".

Por fim, Aloisio apresentou uma advertência que mistura pragmatismo e preservação: "Devemos preservar o que somos, sem nos homogeneizar a outros. O turismo é uma indústria, sim, mas precisamos ser inteligentes: preservar o que temos pode atrair fluxos turísticos sem desfigurar o território".

Apuração in loco e cruzamento de fontes indicam que o desafio colocado por Aloisio é o mesmo apontado por operadores locais: falta de coordenação institucional, ausência de uma estratégia integrada e necessidade de envolver as comunidades locais na construção de um projeto turístico sustentável e desestacionalizado. A realidade traduzida por dados e relatos mostra que existe oferta — o que falta é um plano capaz de organizar e comunicar essa oferta de modo eficaz.

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