Ruby ter: defesas pedem reabertura do processo enquanto ex-PM Tiziana Siciliano acompanha sessão

No recurso do caso Ruby ter, defesas pedem reabertura do processo; promotores se opõem. Ex-procuradora Tiziana Siciliano acompanha sessão.

Ruby ter: defesas pedem reabertura do processo enquanto ex-PM Tiziana Siciliano acompanha sessão

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Ruby ter: defesas pedem reabertura do processo enquanto ex-PM Tiziana Siciliano acompanha sessão

Em sessão da Corte de Apelação do processo conhecido como Ruby ter, compareceu entre o público a ex-procuradora Tiziana Siciliano, responsável pelas investigações e pela acusação no primeiro grau de julgamento que terminou com a absolvição de todos os réus, entre eles Silvio Berlusconi. A presença de Siciliano foi registrada durante a fase em que as defesas solicitaram a reabertura do debate probatório.

— Estou aqui para ver a palavra final — disse Siciliano aos jornalistas. — Quero me convencer de que essa história, que teve uma duração irrazoável, terá um desfecho e não ficará suspensa sobre nossas cabeças. Não se trata de arqueologia judiciária; comecei as investigações com Luca Gaglio em 2014. A extensão dos processos na Itália é a prova da ineficiência da justiça, não por culpa dos magistrados, mas por falta de vontade ou recursos adequados. — Nos dias recentes, Siciliano anunciou sua intenção de candidatar-se nas próximas eleições municipais de Milão em uma lista cívica.

As defesas de três ex-'olgettine' — Claudia Iona Amarghioalei, Roberta Bonasia e Barbara Faggioli — pediram formalmente à Corte de Apelação que renovasse a instrução do julgamento Ruby ter, solicitando a oitiva em plenário de testemunhas que, segundo elas, corroborariam a inocência de suas clientes. As acusadas respondem por suposta corrupção em atos judiciais, com a acusação de terem mentido em troca de dinheiro e outras vantagens no processo que envolveu declarações de Ruby e que culminou, em primeiro grau, com a absolvição do fundador do Forza Italia.

Na sala de audiências estava presente apenas uma das rés, Miriam Loddo, cujo advogado qualificou o processo em trâmite como "um vilipêndio de cadáver; deveriam administrá-lo necroforos e não magistrados, seria mais sério". A fala do defensor foi registrada nos autos e repercutiu de imediato entre as partes.

O substituto procurador-geral Luca Poniz e o promotor Luca Gaglio opuseram-se ao pedido de reabertura, argumentando que a oitiva das testemunhas indicadas pelas defesas seria inútil porque versaria sobre circunstâncias já amplamente demonstradas nos autos. Após as manifestações da acusação, as defesas tomaram a palavra para as réplicas.

Ao todo, são 22 os imputados — em sua maioria mulheres que frequentavam as serate em Villa San Martino. A Suprema Corte havia anulado as absolvições de 2023 e atribuiu à Corte de Apelação a missão de avaliar se o crime de corrupção em atos judiciais se configura no caso concreto. A absolvição em primeiro grau havia sido motivada, no Tribunal de Milão, pela consideração de que as testemunhas deveriam ter sido ouvidas na qualidade de investigadas, com direito à presença de defesa, e não meramente como informantes.

Relato direto, apuração in loco e cruzamento de fontes marcam a cobertura deste capítulo processual. Os fatos brutos permanecem no centro do exame judicial: a decisão sobre a eventual reabertura do debate probatório definirá os próximos passos de um caso que, por mais de uma década, tem sido sinônimo de disputas jurídicas e controvérsias públicas.