Ministro Schillaci e equipe participam do evento ‘Sanitari per il Sì’ em Roma
Schillaci, Gemmato e especialistas participam do evento 'Sanitari per il Sì' em Roma; debate sobre justiça e impacto na medicina defensiva.
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Ministro Schillaci e equipe participam do evento ‘Sanitari per il Sì’ em Roma
Em Roma, um segmento relevante do Ministério da Saúde marcou presença no encontro promovido pelo Comitê Sanitari per il Sì, organização que reúne profissionais de saúde favoráveis à reforma da justiça discutida no referendo. Entre os participantes estiveram o ministro da Saúde, Orazio Schillaci, o subsecretário da Saúde, Marcello Gemmato, o chefe de gabinete do ministério, Marco Mattei, e a diretora de Prevenção do ministério, Maria Rosaria Campitiello.
O ministro Schillaci foi o último a chegar à plateia, precedido por Gemmato. A presença de altas autoridades do setor reforça a interseção entre a saúde pública e o debate jurídico que mobiliza o referendo. A ação dos organizadores visou explicitar por que uma parcela significativa de profissionais sanitários apoia o sim à reforma.
Em declaração à imprensa, Annamaria Colao — professora de Endocrinologia e Doenças do Metabolismo na Universidade Federico II de Nápoles e porta-voz do Comitê — sintetizou as razões do grupo. Segundo Colao, "a jurisprudência entra na nossa atividade quotidiana, quindi i medici e i professionisti vorrebbero una giustizia più vicina ai sanitari". Traduzindo o argumento central: os médicos e profissionais da saúde experimentam diariamente o impacto das decisões judiciais em sua prática profissional e desejam uma resposta judicial mais alinhada à especificidade do setor.
Colao também alertou para a percepção pública sobre a profissão médica: "C'è stata una distorsione su come viene percepita la nostra professione dai cittadini: avere fuori dagli ospedali i cartelli sulla malasanità e sulla possibilità di chiamare gli avvocati se qualcosa è andato storto". Ela destacou que o voto favorável não resolverá imediatamente a questão da medicina defensiva, mas abre espaço para debate e possíveis reformas — enquanto um resultado contrário manteria o quadro atual.
A porta-voz explicou, ainda, que a atmosfera de litígio tem afastado profissionais de determinadas especialidades: "Oggi molte specialità non le vuole fare più nessuno proprio per colpa del fatto che il medico paga in prima persona". Em sua avaliação, existe justificativa para avançar em uma reforma que minimize penalizações pessoais dos profissionais e alavanque a sustentabilidade das especialidades médicas.
Além de Colao, integraram a mesa de expositores o advogado e professor ordinário de Processo Penal da Universidade Tor Vergata, Pierpaolo Dell'Anno, e Giuseppe Bianco, substituto procurador da República no Tribunal de Roma. A participação desses juristas indicou a ênfase do encontro na interligação entre argumentos clínicos e jurídicos, com foco no impacto prático das mudanças propostas.
O evento reuniu cerca de 250 profissionais que compõem o Comitato Sanitari per il Sì, conforme informado pela organização. Na apuração, ficou claro que o tom prevalente foi técnico e orientado à exposição de problemas concretos: o entrelaçamento entre decisões judiciais e prática clínica, a necessidade de proteção dos profissionais e as possíveis consequências da manutenção do status quo.
Relato em primeira apuração: o encontro buscou transformar preocupações cotidianas dos serviços de saúde em argumentos factuais para o debate público sobre a reforma da justiça, destacando a interdependência entre políticas jurídicas e a operacionalidade do sistema de saúde.


