Totò Cuffaro propõe acordo de pena de 3 anos em novo processo por corrupção em Palermo

Totò Cuffaro oferece acordo de pena de 3 anos por corrupção e tráfico de influências; Procuradoria de Palermo aceita pedido e GUP decidirá.

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Totò Cuffaro propõe acordo de pena de 3 anos em novo processo por corrupção em Palermo

Totò Cuffaro, ex-governador da Sicília e líder da Democracia Cristã Sicilia, apresentou pedido de acordo de pena (patteggiamento) para 3 anos no novo processo que o acusa de corrupção e tráfico de influências. A solicitação foi protocolada pelos advogados Giovanni Di Benedetto e Marcello Montalbano durante a audiência preliminar presidida pela juíza Ermelinda Marfia, no tribunal de Palermo. A Procura de Palermo manifestou-se favoravelmente; a decisão final ficará a cargo da juíza de instrução (GUP).

Na proposta apresentada à Justiça, Cuffaro ofereceu ainda o pagamento de 7.500 euros a cada uma das partes civis envolvidas — o hospital Villa Sofia-Cervello e a ASP de Siracusa — como forma de compensação. A medida integra a estratégia de defesa num inquérito que, segundo a acusação, apura favorecimentos em contratos na área da saúde na ilha.

O caso atual tem como eixo as supostas promessas de contratações, contatos, subcontratos e outros benefícios oferecidos por representantes da empresa Dussmann Service Srl, nomeadamente Mauro Marchese e Marco Dammone, que participaram da licitação — posteriormente vencida — para a prestação de serviços de auxiliaridade pela ASP de Siracusa. De acordo com a investigação dirigida pelo procurador Maurizio de Lucia, Cuffaro teria atuado 'em qualidade de intermediário junto aos níveis superiores da administração regional e das empresas sanitárias sicilianas' para viabilizar tais vantagens.

Paralelamente, a acusação atribui a Cuffaro o crime de tráfico de influências no concurso público destinado à estabilização de 15 vagas de operador socio-sanitário do hospital Villa Sofia-Cervello, em Palermo. Nesse episódio, os gestores Roberto Colletti — primeiro como comissário extraordinário e depois como diretor-geral da empresa hospitalar — e Antonio Iacono, diretor do Trauma Center e presidente da comissão examinadora, teriam fornecido antecipadamente as provas do concurso a Cuffaro e a Vito Raso, seu braço direito. Segundo os promotores, questões do exame foram repassadas a candidatos selecionados; em troca, os gestores teriam recebido apoio político para a recondução nos cargos.

O histórico judicial de Totò Cuffaro é conhecido: condenado a 7 anos por favorecimento à máfia e divulgação de segreto no processo conhecido como 'Talpe' pela DDA de Palermo, cumpriu 4 anos e 11 meses na prisão de Rebibbia e foi liberado em dezembro de 2015. Desde dezembro de 2025, volta a cumprir medida cautelar domiciliar no âmbito deste novo inquérito, que inicialmente envolveu 18 investigados por associação criminosa, corrupção e perturbação da livre concorrência em licitações.

Em abril de 2026, a sexta seção penal da Corte di Cassazione acolheu recurso apresentado pela defesa, anulando com retorno a decisão que havia confirmado a medida cautelar contra Cuffaro. Enquanto aguarda nova decisão do Tribunal do Riesame sobre a manutenção ou revisão da medida cautelar, o ex-governador permanece em prisão domiciliar. O processo em Palermo segue em fase de instrução, com a Procuradoria e a defesa apresentando posições opostas sobre a proposta de patteggiamento.

Apuração in loco e cruzamento de fontes: a reportagem da Espresso Italia acompanha os desdobramentos processuais em Palermo e atualizará a cobertura assim que houver decisão da GUP sobre o acordo proposto.