Trump anuncia cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano; atualizações às 19h

Trump anuncia cessar‑fogo de 10 dias entre Israel e Líbano; destruição da ponte no Litani e repercussões políticas na Itália e diplomacia global.

Trump anuncia cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano; atualizações às 19h

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Trump anuncia cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano; atualizações às 19h

Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes. O presidente dos Estados Unidos, Trump, informou hoje que haverá um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Líbano, com início às 23h (horário de Roma), procedimento anunciado após conversas telefônicas com o presidente libanês e o primeiro-ministro israelense.

Segundo o comunicado difundido pelo presidente americano na sua plataforma, os dois líderes concordaram em iniciar formalmente um trégua de dez dias às 17:00, horário local de Washington (23:00 na Itália). Na nota, Trump citou o encontro histórico em Washington, D.C., entre representantes dos dois países, realizado pela primeira vez em 34 anos, com a mediação do secretário de Estado Marco Rubio. O presidente afirmou ainda ter incumbido o vice-presidente JD Vance, o secretário Rubio e o chefe do Estado‑Maior Conjunto, Dan Razin' Caine, de trabalhar com Israel e Líbano para buscar uma paz duradoura.

Em Israel, o primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu convocou com urgência uma reunião por telefone do gabinete de segurança para analisar os termos do cessar‑fogo. Fontes da mídia israelense relataram que os ministros receberam apenas cinco minutos de aviso antes da chamada, em paralelo ao anúncio feito pelo presidente dos EUA.

No terreno, as hostilidades continuam a deixar marcas. Fonte local e imagens verificadas indicam que a última ponte sobre o rio Litani, que ligava o sul do Líbano ao restante do país, foi bombardeada e destruída por ataques israelenses. Em Sidon, ocorreram funerais de quatro socorristas mortos em ataques direcionados e repetidos atribuídos a Israel. Em contrapartida, o movimento Hezbollah lançou foguetes em direção a solo israelense.

Na arena política europeia, a primeira‑ministra italiana Giorgia Meloni manteve agenda diplomática intensa. Após o encontro de ontem com Volodymyr Zelensky, em que reafirmou apoio total à Ucrânia, Meloni recebeu hoje no Palácio Chigi o primeiro‑ministro albanês Edi Rama. Em Roma, o episódio do pronunciamento do presidente americano contra Meloni reacendeu o debate interno: a base da maioria exige que se reinicie um novo diálogo com Washington sem mostrar submissão; a oposição acusa a premiê de manter ambiguidades na relação com os EUA.

O cenário econômico também entrou no confronto político. O líder de Italia Viva, Matteo Renzi, afirmou em entrevista à CNN que “no fim do ano a Itália será o país europeu com a maior dívida pública”. Do outro lado, parlamentares da maioria, como Fabio Roscani e esferas do Fratelli d'Italia, contestaram a leitura e defenderam que o governo recolocou as contas em ordem apesar do impacto do superbonus.

Na diplomacia econômica, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, iniciou missão na China com visita a Pequim e previsão de seguir amanhã para Xangai. Já o ministro da Economia, Giorgetti, destacou no Wilson Center, em Washington, que a relação entre Itália e Estados Unidos é “profundamente integrada” e que os EUA permanecem entre os parceiros essenciais para comércio e investimento do país.

Complementando o quadro internacional, relatório semestral do FMI aponta que o nível da dívida global em 2029 poderá equiparar‑se ao patamar do pós‑Segunda Guerra Mundial, alterando o horizonte de riscos e prioridades de política econômica mundial.

Este despacho será atualizado conforme novas confirmações de fontes oficiais. Apuração incisiva e checagem em curso.