Alberto Sordi Family Award 2026: Igor Righetti celebra 11 excelências no Teatro Titano
Igor Righetti entrega o Alberto Sordi Family Award 2026 no Teatro Titano: 11 premiados entre cultura, mídia e ativismo com homenagem a Patrizia de Blanck.
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Alberto Sordi Family Award 2026: Igor Righetti celebra 11 excelências no Teatro Titano
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Por Chiara Lombardi — No coração da República de San Marino, o Alberto Sordi Family Award voltou a funcionar como um espelho do nosso tempo: não apenas um prêmio, mas um roteiro oculto que revela valores, memórias e prioridades culturais. Na IX edição — a primeira realizada no histórico Teatro Titano — o jornalista e apresentador da Rai, Igor Righetti (cuzinho e biógrafo de Alberto Sordi), presidiu a entrega de distinções a onze histórias de talento que cruzam espetáculo, jornalismo, empreendedorismo, direitos civis, cultura e redes sociais.
Organizado pela agência Loro Comunicazione e realizado com o patrocínio da Segreteria di Stato per il Turismo, VisitSanMarino e da Calabria Film Commission — presidida pelo estilista Anton Giulio Grande — o evento contou com media partners como San Marino Rtv, Forbes e SpotAndWeb.it, consolidando-se como um palco onde reputação e responsabilidade pública se encontram.
Entre os premiados estavam nomes que atravessam gerações: Roberto Sergio (Diretor Geral Corporate da Rai e diretor geral de San Marino Rtv), a apresentadora Simona Ventura, a ativista Francesca Pascale — reconhecida pelo trabalho em defesa dos direitos civis e tutela dos animais — e o jornalista Giovanni Terzi. A cerimônia também destacou personalidades do jornalismo de revista e do digital, como Andrea Biavardi (diretor do semanário Oggi) e Michele Pinto (diretor do network editorial Vivere).
No capítulo das eccellenze d’Italia, a família Dalla Grana — Elisabetta, Nicola e Davide — recebeu o reconhecimento por sua trajetória com a PuraNatura, marca de pet food e pet care que tem dialogado com novas economias afetivas e de consumo. O prêmio evidencia como marcas e cultura se entrelaçam, formando um eco cultural que reflete escolhas sociais.
Momentos de brilho cênico marcaram a noite: o illusionista Antonio Casanova presenteou a plateia com um número surpreendente que reiterou a potência do espetáculo ao vivo, premiado por Annachiara Sica, dirigente do Turismo de San Marino. A premiada em inquéritos televisivos, Chiara Squaglia, e o historiador sammarinense Giuseppe Giardi também foram reconhecidos por suas contribuições à investigação e à preservação cultural — este último premiado com um olhar voltado ao cineturismo, representado por Fabrizio Raggi.
A cerimônia reservou, ainda, uma homenagem a Patrizia de Blanck, figura que atravessa a memória popular italiana com um certo glamour teatral. Para além dos troféus, o evento funcionou como um reframing da realidade: premiar hoje é mapear narrativas que orientam o amanhã.
Houve também um prêmio especial em uma categoria voltada aos jovens talentos, reafirmando que o Alberto Sordi Family Award busca traduzir a pluralidade das vozes contemporâneas sem perder de vista um propósito maior — fomentar o espírito crítico e o desenvolvimento cultural coletivo. A noite no Teatro Titano foi, portanto, um pequeno filme coletivo sobre prestígio e responsabilidade: imagens que permanecerão como um roteiro de referência para quem observa o entretenimento como aparelho de sentido.
Em suma, a IX edição consolidou o prêmio como um cenário de transformação, onde os protagonistas são tanto os premiados quanto as questões que suas trajetórias evocam — do jornalismo à inovação multimídia, do ativismo aos novos modos de produção cultural.


