BTS dominam o palco dos American Music Awards; “Golden” é Canção do Ano e Taylor Swift sai de mãos vazias

BTS dominam os American Music Awards; 'Golden' é Canção do Ano e Taylor Swift fica sem prêmios na 52ª edição dos AMA.

BTS dominam o palco dos American Music Awards; “Golden” é Canção do Ano e Taylor Swift sai de mãos vazias

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BTS dominam o palco dos American Music Awards; “Golden” é Canção do Ano e Taylor Swift sai de mãos vazias

Por Chiara Lombardi — Os American Music Awards desta edição desenharam um roteiro que mistura retorno triunfal, metas culturais e o curioso reframe do entretenimento como espelho do nosso tempo. No centro desse cenário esteve o comebach dos BTS, consagrados como Artistas do Ano pela segunda vez desde 2021 — um título que chega após a pausa do grupo para o serviço militar e sua primeira aparição em um show de premiação em quatro anos.

Os BTS abriram a cerimônia com a performática “Hooligan” e, além de assegurarem o troféu principal, somaram o prêmio de Best Male K-pop Artist. Ainda na noite, o grupo entregou a premiação de Melhor Artista Feminina R&B a SZA, um gesto simbólico que reforça a presença coreana no circuito pop-global.

Em outra virada significativa, o espetáculo apontou para o poder das colaborações transmídia: a trilha sonora de K-Pop Demon Hunters foi uma das maiores vencedoras da noite, com quatro reconhecimentos entre soundtrack e single. Protagonistas vocais desse projeto, as artistas agrupadas sob o nome HUNTR/X — EJAE, Audrey Nuna e REI AMI — faturaram a Canção do Ano com “Golden”, faixa que permaneceu oito semanas no topo da Hot 100. “Golden” ainda levou os prêmios de Melhor Canção Pop e Melhor Performance Vocal, consolidando-se como o verdadeiro fenômeno sonoro da noite.

O pódio de novidades também apontou novos nomes: um artista revelação foi reconhecido (entre os destaques figurou AKatseyeè) e a cena rock/alternative teve noites vitoriosas com o trio que conquistou Melhor Canção Rock/Alternative com “Back to Friends”, Melhor Álbum Rock/Alternative com “I Barely Knew Her” e o título de artista revelação da categoria — aliás, sua estreia ao vivo nos AMA incluiu a explosiva interpretação de “Homewrecker” sob chuva cenográfica.

Surpreendentemente, apesar de ser a artista com mais vitórias na história dos AMA (40 troféus), Taylor Swift saiu da 52ª edição sem nenhum prêmio, mesmo com oito indicações. Entre outros indicados de peso estavam Morgan Wallen, Olivia Dean e Sabrina Carpenter, esta última vencedora do prêmio de Álbum do Ano com “Man’s Best Friend”, anúncio divulgado após a transmissão ao vivo. Alex Warren e Lady Gaga também pontuaram com seis nomeações cada.

A apresentação da noite ficou a cargo de Queen Latifah, que conduziu a cerimônia da 52ª edição — curiosamente, ela já havia co-apresentado a edição de 1995 — imprimindo um tom entre o clássico e o contemporâneo, como quem restabelece um diálogo entre gerações.

Mais do que uma contagem de prêmios, a cerimônia revelou o roteiro oculto da indústria: a consolidação do K-pop como força hegemônica, a emergência de trilhas sonoras como plataformas pop e a tênue linha entre nostalgia e renovação artística. Os AMA 2026, por isso, funcionam como um espelho de tendências — e nos convidam a olhar além do tapete vermelho para entender os movimentos culturais que moldam o próximo ato.