Cannes 2026: tudo pronto para a cerimônia — quem são os favoritos à Palma d'Oro
Cannes 2026: cerimônia final com olhos no vencedor da Palma d'Oro; Tilda Swinton entrega o prêmio e Barbra Streisand recebe a Palma Honorária.
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Cannes 2026: tudo pronto para a cerimônia — quem são os favoritos à Palma d'Oro
Na La Croisette, a expectativa atinge o ápice: a cerimônia de encerramento da 79ª edição do Festival de Cannes acontece hoje à noite, conduzida pela atriz Eye Haïdara. Serão entregues os prêmios mais cobiçados do cinema: a Palma d'Oro, o Grand Prix, e os troféus de Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Ator e Melhor Atriz. A Palma d'Oro será entregue por Tilda Swinton, enquanto outros reconhecimentos serão anunciados por Geena Davis, Xavier Dolan, Pierfrancesco Favino, Gael García Bernal, Nadine Labaki e Zoe Saldaña.
A cerimônia contará ainda com a presença de Carla Simón, presidente do júri de curtas-metragens, acompanhada pelos membros que elegerão a Palma d'Oro para curta. Monia Chokri preside o júri da Caméra d'Or, prêmio anual destinado ao melhor primeiro filme apresentado nas seleções oficiais — um gesto de atenção ao futuro do cinema.
Os 22 filmes em competição pela Palma d'Oro são um mosaico de estilos e geografias, um espelho do nosso tempo cinematográfico. Na lista figuram:
- Amarga Nvida de Pedro Almodóvar
- A Woman's Life de Charline Bourgeois-Tacquet
- La Bola Negra de Javier Calvo e Javier Ambrossi
- Coward de Lukas Dhont
- Parallel Tales de Asghar Farhadi
- Paper Tiger de James Gray
- Das Geträumte Abenteuer (The Dreamed Adventure) de Valeska Grisebach
- All of a Sudden de Hamaguchi Ryusuke
- The Unknown de Arthur Harari
- Another Day de Jeanne Herry
- Sheep In The Box de Koreeda Hirokazu
- Hope de Na Hong-jin
- Nagi Notes de Fukada Koji
- Gentle Monster de Marie Kreutzer
- A Man Of His Time de Emmanuel Marre
- Fjord de Cristian Mungiu
- The Birthday Party de Léa Mysius
- Moulin de László Nemes
- Fatherland de Paweł Pawlikowski
- The Man I Loved de Ira Sachs
- El Ser Querido (The Beloved) de Rodrigo Sorogoyen
- Minotaur de Andreï Zviaguintsev
Os vencedores serão decididos pelo júri presidido pelo diretor sul-coreano Park Chan-wook, ao lado dos cineastas e atores Diego Céspedes, Isaach de Bankolé, Paul Laverty, Demi Moore e Ruth Negga. A presença de vozes tão diversas reforça o caráter poliédrico do prêmio: é como se cada voto fosse um plano-sequência que reconfigura o olhar coletivo.
Durante a noite será também conferida a Palma d'Oro Honorária a Barbra Streisand. Ausente por motivos pessoais, ela solicitou que Isabelle Huppert receba o prêmio em seu nome e faça um breve discurso em sua homenagem — um momento que promete ser um dos mais emotivos, uma reverência à carreira como narrativa pública.
No campo das seções paralelas, o prêmio de Melhor Filme da Un Certain Regard foi para Everytime, de Sandra Wollner. A seleção contava com 19 longas, incluindo seis estreias que também concorriam à Caméra d'Or. O palmarés de Un Certain Regard destacou ainda Elephants in the Fog, estreia de Abimash Bikram Shah, vencedora do Prêmio do Júri, enquanto Iron Boy de Louis Clichy obteve o Prêmio Especial do Júri.
As interpretações foram reconhecidas com múltiplos nomes: o prêmio de melhor atuação masculina ficou com Bradley Fiomona Dembeasset por Congo Boy, dirigido por Rafiki Fariala; o prêmio de melhor atuação feminina foi concedido a Marina De Tavira, Daniela Marín Navarro e Mariangel Villegas por Siempre soy tu animal materno, de Valentina Maurel. Cabe destacar que Congo Boy, coprodução da Rai Cinema, também recebeu reconhecimento — sinal das conexões europeias que atravessam o festival.
Em uma noite onde o tapete vermelho funciona como tela projetando mais do que moda — projetando significado —, a expectativa é ver quais filmes se transformarão em memória coletiva. Cannes segue sendo, como sempre, um espelho do nosso tempo: cada prêmio, uma legenda para compreender a paisagem cultural que habitamos.