Canzonissima estreia na Rai 1: Milly Carlucci reinventa o clássico da música italiana
Estreia de Canzonissima na Rai 1 com Milly Carlucci: formato que celebra a música italiana e as histórias dos artistas. Conheça elenco, temas e votação.
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Canzonissima estreia na Rai 1: Milly Carlucci reinventa o clássico da música italiana
Neste sábado, estreia em Rai 1 a nova edição de Canzonissima, conduzida por Milly Carlucci. O programa, legado da televisão italiana, retorna com um formato contemporâneo que celebra o vasto patrimônio da música italiana colocando em evidência não apenas os hits, mas as histórias pessoais dos artistas que ajudaram a construir nossa memória sonora.
Ao longo das próximas semanas, o palco será ocupado por nomes que marcaram épocas e continuam ocupando o imaginário do público: Riccardo Cocciante, Arisa, Elio e le Storie Tese, Elettra Lamborghini, Enrico Ruggeri, Fausto Leali, Fabrizio Moro, Irene Grandi, Jalisse, Leo Gassmann, Malika Ayane, Michele Bravi, Paolo Jannacci e o tenor Vittorio Grigolo. É um elenco que funciona como um espelho do nosso tempo: gerações distintas dialogando com repertórios que atravessam memórias e identidades.
Cada programa se estrutura em torno de temas que transformam a performance em um verdadeiro relato biográfico. Os quadros fixos são:
- A canção do coração: uma faixa de outro artista que inspirou a trajetória pessoal e artística;
- A dedicatória: uma canção de outrem escolhida para homenagear alguém ou algo especial;
- O primeiro sucesso: o tema do próprio repertório que marcou o início da relação com o público;
- A revanche de Sanremo: um tema que não venceu o Festival, mas permaneceu na memória coletiva;
- A canção que eu gostaria de ter escrito: o hino alheio que o artista sempre admirou;
- O seu maior sucesso: o single símbolo de uma carreira.
Cada apresentação será precedida por uma curta clip narrativa em que o artista explica a escolha, revelando afetos, inspirações e o papel daquela canção no seu percurso humano e profissional. A intenção do programa é fazer da música um dispositivo de narrativa — o roteiro oculto de vidas revelado em três minutos de canção.
Ao fim de cada episódio será elegida a Canzonissima da puntata, que avança para a grande final. Na decisão pesam três componentes de votação: um painel de personalidades do espetáculo (os chamados "Magnifici 7"), os próprios cantores — que podem votar, desde que não escolham suas próprias performances — e o público, envolvido por meio das redes sociais. O júri de personalidades é composto por Claudio Cecchetto, Francesca Fialdini, Pierluigi Pardo, Riccardo Rossi, Simona Izzo, Caterina Balivo e Giacomo Maiolini.
Na final, as canzonissime vencedoras de cada episódio voltarão ao palco em uma última manche para que seja coronada a Canzonissima 2026. O formato propõe assim um fascinante reframe da realidade: não apenas um concurso, mas um mapa afetivo da canção italiana contemporânea, onde o público e as histórias pessoais convergem para reavaliar sucessos, derrotas e desejos artísticos.
Como analista cultural, penso que este retorno funciona como um eco cultural: resgatar repertórios e memórias é também interrogar nossa cena social, entender por que determinadas melodias nos definem. Canzonissima promete ser mais do que entretenimento — será um espelho do nosso tempo musical, com a elegância clássica de Milly Carlucci e a potência narrativa dos artistas convocados.