Carlo Conti em Belve: 'Não sou bissexual, só tenho uma ideia fixa' e quem seria seu herdeiro em Sanremo 2026

Carlo Conti em Belve: entrevista sobre Sanremo 2026, herdeiro, rumores e memória pessoal; confira as declarações ineditas.

Carlo Conti em Belve: 'Não sou bissexual, só tenho uma ideia fixa' e quem seria seu herdeiro em Sanremo 2026

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Carlo Conti em Belve: 'Não sou bissexual, só tenho uma ideia fixa' e quem seria seu herdeiro em Sanremo 2026

Por Chiara Lombardi — Em uma conversa que promete ressoar além do estúdio, Carlo Conti, apresentador e diretor artístico do Sanremo 2026, senta-se no banco do Belve para uma entrevista franca com Francesca Fagnani. A reportagem, que vai ao ar amanhã, terça-feira, 14 de abril, às 21h20 na Rai2, revela tanto bastidores profissionais quanto detalhes pessoais que ultrapassam a superfície midiática.

No centro das atenções está a recente escolha de Stefano De Martino como novo condutor do Festival. Questionado sobre um possível sucessor no comando dos palcos italianos, Conti reconhece o começo vigoroso de De Martino, mas aponta outro nome quando a pergunta ganha contorno íntimo: "Não sei... vejo Stefano De Martino começando com muita força", disse ele, antes de admitir que quem sente mais próximo a seu estilo é Nicola Savino. É um gesto que, como num plano bem pensado de um filme, projeta continuidades e rupturas na narrativa do entretenimento italiano.

A Fagnani volta ao momento simbólico da passagem de bastão no palco do Ariston — um gesto que foi visto por alguns como grandioso e por outros como um pouco inflamado. Conti explica que a decisão de anunciar a troca foi deliberada: "Não me preocupo com a comunicação, fiz isso porque já tinha decidido". No tom contido que costuma adotar, ele defende que a encenação teve a intenção de dar força a De Martino e, sobretudo, um afeto público, um pequeno rito de passagem que funciona como um espelho do tempo e da indústria.

Ao explorar a cena mais ampla do espetáculo televisivo, Conti não descarta a ideia de retornos e colaborações: questionado sobre um possível retorno de Amadeus à Rai, respondeu sem rodeios que não vê problema — "é uma equipa, quanto mais profissionais, melhor" —, mas relativizou rumores sobre uma oferta para dirigir uma rede na emissora: "Se me propuseram? Não sabia… e mesmo que sim, não aceitaria, teria de cancelar meus programas!"

Quando a entrevista se aproxima do terreno dos rumores pessoais, a abordagem muda para uma semiótica sutil. Um provocador na televisão havia insinuado que Conti seria bissexual; a jornalista pede que ele comente. O apresentador responde com ironia contida: "Tenho apenas uma ideia fixa na cabeça...", frase que remete tanto ao duplo sentido quanto a uma cifra pessoal de autodeterminação. Ao ser instigado pela apresentadora, ele nega qualquer curiosidade além do profissional: "Não, sempre me senti bem ali...". A palavra bissexualidade aparece, portanto, mais como um espelho público do que como um pronunciamento íntimo.

Num tom que mistura confissão e cena de comédia romântica, Conti lembra um episódio juvenil de sua chamada "dongiovannite": tinha duas namoradas quase simultâneas — uma com trem às 16h55, a outra às 17h05. "Partiu 30 segundos antes; fiz uma corrida de uma plataforma para outra… Era um pouco brincalhão", conta ele, devolvendo ao público uma imagem humana e reconhecível, tão cinematográfica quanto a própria carreira de quem vive sob os holofotes.

Esta entrevista em Belve não é apenas um resumo de fofocas; é uma sequência que revela o roteiro oculto da televisão italiana: como se escreve a sucessão, como se negocia a visibilidade e como memórias e performatividade pública se entrelaçam. Em tempos de festivais e grandes palcos, as declarações de Conti funcionam como um refrão — repetido, interpretado e, por vezes, reescrito — na narrativa coletiva do entretenimento.