Chanel Totti vence Pechino Express e promete: “Continuarei a estudar”
Chanel Totti vence Pechino Express com Filippo Laurino, declara que seguirá estudando e não pretende fazer TV; experiência intensa em Tokyo.
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Chanel Totti vence Pechino Express e promete: “Continuarei a estudar”
Por Chiara Lombardi — Em um desfecho que parece extraído de um roteiro mediterrâneo sobre juventude e visibilidade, Chanel Totti e o amigo de infância Filippo Laurino conquistaram o primeiro lugar da última edição de Pechino Express, cuja jornada culminou em Tokyo. A vitória, celebrada em tom discreto pela própria Chanel, transformou-se em um espelho do nosso tempo: a fama instantânea que convive com o desejo de preservação da vida privada.
“Estudo e continuo a estudar”, declarou Chanel ao comentar a vitória, deixando claro que a televisão não será o seu projeto de vida imediato. A jovem — filha de Ilary Blasi e Francesco Totti — definiu a experiência como “indimenticabile” e, ao mesmo tempo, como algo que pretende viver apenas uma vez: uma travessia intensa, formativa e suficiente.
A aventura, descrita por ela como uma experiência “tosta, ma bellissima”, foi também um rito de passagem: a primeira grande ausência da família, sem telefone e com desafios constantes no Extremo Oriente. “Senti a falta da família e dos amigos, ma mi ritengo molto fortunata”, contou Chanel, destacando a ambivalência entre saudade e privilégio. Aos 18 anos, ter vivido uma prova tão extenuante e transformadora é uma moeda rara — tanto para quem observa quanto para quem atravessa o percurso.
No palco da competição, a dupla superou as DJs — Jo Squillo e a jovem Michelle, descrita no programa como sua “filha eleita” — e outras equipes, com destaque para a segunda posição ocupada por Israel e o quinto lugar de Sal Da Vinci. Mas mais do que o pódio, o que ficou patente foi a química e a estratégia de amizade entre os vencedores: Filippo assumia frequentemente a frente por ser mais competitivo, enquanto Chanel teve momentos de descompromisso, uma dinâmica que, paradoxalmente, os fortaleceu. “Ele dava sempre il primo passo… a volta si risolveva in 10 minuti”, disse Chanel, ressaltando que o vínculo infantil se consolidou sob a pressão das provas.
Os pais, segundo a vencedora, reagiram com surpresa e orgulho: a conquista trouxe alegria à família, que inicialmente não esperava o triunfo. Essa combinação de surpresa, orgulho e recuo voluntário diante dos holofotes compõe um quadro contemporâneo: jovens que aceitam experiências midiáticas intensas sem renunciar ao projeto pessoal de estudo e formação.
Em termos culturais, a vitória de Chanel Totti funciona como um pequeno insight sobre o reframe da celebridade hoje — não mais apenas busca de exposição, mas também um teste de resistência identitária. Participar de um reality que propõe deslocamentos extremos é, em certa medida, submeter-se a um espelho social que devolve imagens fragmentadas de quem somos. Chanel escolhe aprender com a experiência e voltar aos livros: um gesto que é, ao mesmo tempo, humilde e emblemático do roteiro oculto que muitos jovens traçam entre mídia e formação.
Data da publicação original: 15/05/2026.