Costantino D’Orazio é nomeado Diretor-Geral para a Criatividade Contemporânea do MiC

Costantino D’Orazio assume como Diretor-Geral para a Criatividade Contemporânea do MiC, sucedendo Angelo Piero Cappello e redesenhando políticas culturais.

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Costantino D’Orazio é nomeado Diretor-Geral para a Criatividade Contemporânea do MiC

Por Chiara Lombardi — Em um movimento que redesenha o mapa institucional da política cultural italiana, Costantino D’Orazio foi nomeado Diretor-Geral para a Criatividade Contemporânea, sucedendo Angelo Piero Cappello. Cappello permanece no Ministério das Culturas (MiC) à frente da Unidade de Missão para a Cooperação Cultural com a África e o Mediterrâneo Ampliado, abrindo uma nova cena de responsabilidades para D’Orazio.

O nomeamento coloca D’Orazio no centro das políticas públicas que regem a arte contemporânea, arquitetura, fotografia, design, moda e as indústrias culturais e criativas. Até então diretor da Galleria Nazionale dell’Umbria e da Direção Regional dos Museus Nacionais da Úmbria desde 2023, ele assume também uma estrutura ministerial estratégica, cuja ação tem impacto no ecossistema cultural italiano e em suas pontes europeias e mediterrâneas.

Com a nova indicação, deixam de vigorar as designações interinas que D’Orazio acumulava: a direção interina dos Musei Nazionali de Bolonha e da Direção Regional dos Museus da Emília-Romanha, funções conferidas em novembro de 2024. A vacância abre agora o debate sobre os prováveis nomes para essas posições e o roteiro administrativo que virá a seguir.

Formado na Università di Roma La Sapienza, D’Orazio apresentou uma pesquisa sobre a fotografia italiana do segundo pós-guerra, perspectiva que marcou sua trajetória entre curadoria, investigação científica e divulgação. Final dos anos 1990, foi um dos fundadores da associação cultural Futuro, dedicada à promoção da arte contemporânea através de exposições e intervenções no espaço público — gestos que, em retrospecto, já desenhavam o seu compromisso com a cidade como palco e museu.

No percurso curatoral, destacam-se os anos como curador residente do MACRO de Roma (2015–2018), onde acompanhou projetos sobre a cena contemporânea italiana, e o programa Back to Nature (2020–2021), com instalações dispersas pelo parque de Villa Borghese. Paralelamente, D’Orazio construiu uma presença pública robusta: autor de ensaios sobre mestres como Leonardo, Raffaello e Caravaggio, tornou-se uma voz recorrente na televisão, rádio e imprensa nacional.

Como analista cultural, vejo nessa nomeação mais que uma troca de cadeiras: é um reframe do roteiro institucional que traduz a arte contemporânea como prioridade estratégica. A atuação de D’Orazio promete articular memória e inovação — um espelho do nosso tempo em que a história da arte entra em diálogo direto com economias criativas e políticas culturais.

Resta observar como serão preenchidas as direções agora vagas e que orientação política e curatorial o novo diretor-geral imprimirá às iniciativas do MiC. A nomeação inaugura, portanto, uma nova cena de decisões que afetarão museus, programações e a própria visibilidade internacional do sistema cultural italiano.

— Chiara Lombardi, Espresso Italia