Mogol elogia Gianmarco Mazzi: “Amigo, cofundador da Nazionale Cantanti e agora ministro do Turismo”
Mogol elogia Gianmarco Mazzi, amigo e cofundador da Nazionale Cantanti, após sua nomeação como ministro do Turismo; lembra Partita del cuore e doações.
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Mogol elogia Gianmarco Mazzi: “Amigo, cofundador da Nazionale Cantanti e agora ministro do Turismo”
Por Chiara Lombardi — Em uma declaração carregada de memória e reconhecimento, o letrista Mogol celebrou com "grande prazer" a nomeação de Gianmarco Mazzi como ministro do Turismo, após a renúncia de Daniela Santanché. A afirmação, feita nesta manhã de 3 de abril de 2026, vem de quem conhece Mazzi há décadas, tanto na esfera cultural quanto na filantropia.
"Dele tenho apenas lembranças positivas, faço os meus cumprimentos e os meus mais sinceros votos", disse Mogol, enfatizando que a relação entre os dois ultrapassa o protocolo institucional. "É um meu amigo, me ajudou a fundar a Nazionale Cantanti" — organização cuja trajetória de beneficência, segundo Mogol, é um exemplo contundente do poder transformador entre música e ação social.
Fundada em 1981 por Mogol, Gianmarco Mazzi e Gianluca Pecchini, a Nazionale Cantanti se consolidou como um projeto híbrido entre esporte e espetáculo, destinado a arrecadar fundos para crianças em sofrimento. "Ao longo desses anos conseguimos destinar mais de 130 milhões de euros para crianças necessitadas", recorda Mogol, sublinhando que uma cifra dessa magnitude ressoa como um verdadeiro compromisso ético e social: "Dedicá-la a crianças sofredoras é realmente importante, sinto-me um homem afortunado".
Entre os episódios que Mogol revisita com maior carga simbólica está a célebre Partita del cuore pelo paz, realizada em 2000 no Estádio Olímpico de Roma. "Organizamos uma partida histórica em que israelenses e palestinos jogaram juntos, diante de 75 mil pessoas, e vimos Shimon Peres e Yasser Arafat lado a lado nas tribunas" — uma imagem que, mesmo hoje, ecoa como um espelho do nosso tempo: esperança e tensão entrelaçadas num único quadro.
Para Mogol, a importância daquele jogo não esteve apenas na ideia inicial, que ele reconhece ter tido, mas na realização efetiva liderada por Mazzi e Pecchini: "Eu tive a ideia, mas o essencial foi a realização, e isso coube a eles".
O espectro profissional de Gianmarco Mazzi inclui trabalho com grandes nomes da música italiana — como Riccardo Cocciante e Adriano Celentano — além de participação na direção e organização de vários festivais de Sanremo. A esse respeito, Mogol observa: "O nível das canções em festivais é crucial porque delas depende a evolução das pessoas. Não há nada que o público memorize como as canções de sucesso" — uma frase que traduz a convicção de que cultura popular e formação coletiva caminham juntas.
Questionado sobre a adequação do perfil de Mazzi para o ministério do Turismo, Mogol não hesitou: "Absolutamente sim, ele pode fazer bem". E, com a suavidade de quem sempre se vê como portador de ideias, completou: "Sou um homem de ideias, se houver necessidade e eu tiver alguma proposta, a comunicarei".
Mais do que um cumprimento protocolar, a mensagem de Mogol funciona como uma leitura do momento: a ascensão de uma figura que transitou entre palco, organização e solidariedade para um cargo cujo sucesso depende de sensibilidade cultural, capacidade de realização e entendimento das imagens que vendemos ao mundo. Em outras palavras, Mazzi chega ao ministério com um roteiro prévio — e a plateia, agora, espera a próxima cena.
3 de abril de 2026