Prêmio Mandrarossa 2026: anunciadas as 18 obras finalistas para Selinunte
Prêmio Mandrarossa 2026: anunciadas as 18 obras finalistas; cerimônia em Selinunte no Templo de Hera dia 25 de julho às 20h.
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Prêmio Mandrarossa 2026: anunciadas as 18 obras finalistas para Selinunte
Por Chiara Lombardi — Em um encontro que é ao mesmo tempo celebração literária e cartografia cultural, foram divulgadas as terças finalistas da segunda edição do Prêmio Mandrarossa. O anúncio confirma o selo crescente desse prêmio, fruto da aliança entre o universo do vinho, as livrarias independentes e a promoção cultural. A cerimônia de premiação acontecerá no dia 25 de julho, às 20h, no Parco archeologico di Selinunte, diante do cenário solene do Templo de Hera — um palco que transforma cada livro em eco cultural.
As listas de finalistas mantêm uma vibrante diversidade temática. Para a seção Narrativa Mandrarossa foram escolhidos: "L’idiota di famiglia" de Dario Ferrari, "La carità carnale" de Monica Acito e "La ragazzina" de Valeria Parrella.
Na categoria Calamossa, dedicada às obras-primas de estreia, competem "Il miracolo" de Lorenza Sabatino, "Sinnada" de Maria Spissu Nilson e "Volevo un tè al limone" de Fabio Macaluso.
A terna de Cartagho, voltada ao romance histórico, reúne "Laribelle. Vita straordinaria di Nada Parri" de Giorgio Van Straten, "La vita sempre" de Elena Varvello e "Le leonesse di Vergine Maria" de Vanessa Ambrosecchio.
Para Bertolino Soprano, seção que acolhe fábula e fantasia, são finalistas "Cappuccetto Rotto" de Manuela Salvi e Roberto Lauciello, "Cose dal bosco" de Chiara Lorenzoni e Alice Barberini e "Il restauratore di mondi" de Mattia Corrente.
A categoria Urra di Mare, centrada em questões ambientais e de paisagismo, inclui "Cantico della Terra" de Stefano Mancuso, "Il mondo senza inverno" de Bruno Arpaia e "In Sicilia con Andrea Camilleri" de Gaetano Savatteri e Salvatore Picone.
Fechando a lista, a seção Cavadiserpe, destinada ao gênero policial, traz "Giallo Lipari" de Francesco Musolino, "Gli omicidi dei Tarocchi" de Barbara Baraldi e "Via delle Streghe" de Marilù Oliva.
“Com o anúncio das terças entramos no coração do prêmio”, afirmou a presidente Concita De Gregorio, ressaltando o cuidado da comissão. A fundadora e responsável do prêmio, Claudia Origoni, observou a predominância de histórias com perspectiva feminina e um interesse transversal pelo passado, pelo arcano e por uma sutileza esotérica — notas que, como as camadas de um filme bem montado, revelam tendências culturais mais amplas.
Dezoito finalistas, dez assinadas por mulheres: um reflexo do momento editorial em que a voz feminina assume centralidade no roteiro cultural. A juria técnica — composta por Franco Cardini, Neria De Giovanni, Eleonora Lombardo, Carlo Alberto Moretti, Christian Rocca e Nadia Terranova, com participação de De Gregorio — selecionou as obras com atenção às narrativas e também ao cuidado do objeto-livro: encadernações, ilustrações e formato físico que dialogam com o leitor.
Giuseppe Bursi, presidente da Cantina Mandrarossa, enfatizou a ambição do prêmio: transformá-lo em um observatório cultural nacional que valorize as livrarias independentes e mostre o vínculo entre vinho e cultura como motor de desenvolvimento territorial e econômico.
Como em um roteiro que antecipa a cena final, o Prêmio Mandrarossa aparece aqui não só como premiação, mas como dispositivo cultural: um espelho do nosso tempo capaz de mapear memórias, estéticas e inquietações. A noite de Selinunte promete ser mais do que um anúncio de vencedores — será um encontro entre histórias e territórios, onde cada livro atua como cenário de transformação.