Sean Penn vence o terceiro Oscar, mas não comparece à cerimônia; possível viagem à Ucrânia explica ausência
Sean Penn ganha o terceiro Oscar, mas não comparece; possível viagem à Ucrânia estaria por trás da ausência do ator na cerimônia.
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Sean Penn vence o terceiro Oscar, mas não comparece à cerimônia; possível viagem à Ucrânia explica ausência
Na noite da 98ª edição do Academy Awards 2026, Sean Penn conquistou o seu terceiro Oscar. No entanto, o ator não estava presente no Dolby Theatre para receber a estatueta de Miglior attore non protagonista por Uma batalha após a outra. Quem anunciou a vitória no palco foi Kieran Culkin, que comentou: “Penn não está aqui conosco porque não pôde ou não quis, então eu receberei o prêmio em seu nome”.
Segundo reportou o New York Times, entre os compromissos de Sean Penn estaria uma viagem à Ucrânia. Fontes do jornal não especificaram datas nem confirmaram se o ator já se encontra na Europa, deixando no ar a possibilidade de uma missão humanitária ou de apoio em campo. A ausência de Penn já vinha sendo antecipada: ele já havia faltado a momentos-chave da temporada de premiações e chegou a declarar, publicamente, a intenção controversa de fundir suas estatuetas para transformá-las em projéteis a serem enviados à Ucrânia.
A trajetória de Penn nesta award season foi marcada por ausências e imprevisibilidade. Ele perdeu o Golden Globe para Stellan Skarsgård após um episódio polêmico no Beverly Hilton Hotel — onde foi visto fumando — e depois somou vitórias no Actor Award e no BAFTA sem comparecer para receber os prêmios. Esse padrão reforça a figura de um artista cujo compromisso político muitas vezes se sobrepõe aos rituais da indústria cinematográfica.
Historicamente, Sean Penn também é lembrado por discursos intensos e intervenções ao vivo que deixaram marcas no imaginário da Academia. Ao vencer por Milk, por exemplo, ele subiu ao palco não só para agradecer, mas para provocar uma reflexão pública sobre o casamento igualitário e a responsabilidade cívica de quem votou a favor das proibições.
Outros episódios controversos incluem a piada cortante sobre Alejandro González Iñárritu — “Quem deu a green card a este filho da p***?” — que, embora tenha gerado desconforto instantâneo, acabou dissolvida em risadas e numa réplica bem-humorada do próprio Iñárritu. E há também o momento em que Penn defendeu Jude Law diante de uma brincadeira de Chris Rock, sublinhando seu posicionamento público em defesa daquilo que considera consistência artística.
Mais do que um nome na lista de vencedores, a ausência de Sean Penn na cerimônia dos Oscars funciona como um espelho do tempo em que vivemos: o entrelaçamento entre espetáculo e ação política, a estética do ativismo e o roteiro oculto que leva celebridades a escolherem compromissos humanitários em vez de holofotes. Para a indústria, perde-se uma presença; para o discurso público, ganha-se um gesto que pretende deslocar a atenção das luzes para um cenário de urgência global — a Ucrânia, neste caso — e que convida a discutir onde termina o palco e começa a intervenção.
Enquanto a estatueta ficará sem dono no tapete vermelho, a narrativa de Penn continua a provocar: ele não é apenas um ator premiado, é uma figura que mistura arte, militância e imprevisibilidade, desafiando os protocolos de uma cerimônia que sempre tentou separar espetáculo e política.


