“Viaggiare con leggerezza”: Grupo FS lança antologia sobre o ato de viajar no Salone del Libro
Grupo FS apresenta 'Viaggiare con leggerezza', antologia sobre o viajar, lançada no Salone del Libro e publicada por minimum fax.
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“Viaggiare con leggerezza”: Grupo FS lança antologia sobre o ato de viajar no Salone del Libro
Chiara Lombardi | 15 de maio de 2026
Apresentada hoje no Salone Internazionale del Libro di Torino, a antologia Viaggiare con leggerezza, publicada pela minimum fax e promovida pelo Gruppo FS, propõe um mapa literário para o gesto antigo e sempre renovado de partir. A obra reúne os textos dos vencedores da terceira edição do concurso literário “A/R Andata e Racconto. Viaggiare con leggerezza: istruzioni per l’uso” — e dialoga com relatos inéditos de autores já consagrados.
Os quatro relatos vencedores são assinados por Maurizia Di Stefano, Franco Revello, Riccardo Grasso e Edoardo Maresca. Essas vozes iniciantes se entrelaçam com contribuições de nomes que também integraram o júri: Simona Vinci, Matteo Nucci, Guido Catalano, Nadeesha Uyangoda, Lorenza Pieri e Antonella Lattanzi. No total, quase quinhentos contos participaram do concurso, um número que, como ressaltou Alessandra Calise, Responsável pela Comunicação e Relações Externas do Gruppo FS, transforma-se em testemunho de um desejo coletivo de narrar o mundo e a si mesmo através da escrita.
Durante a apresentação, além de Lattanzi, Nucci, Pieri e Uyangoda, estiveram presentes Gianni Denaro (autor de Armadio di famiglia, minimum fax, 2026) e a própria Alessandra Calise. Em sua fala, Calise destacou a convergência entre a missão do Gruppo FS — a vocação ao movimento — e a capacidade da literatura de atravessar lugares, memórias e afetos, oferecendo novas perspectivas e pontos de vista pessoais.
A antologia pensa o viagem não apenas como deslocamento físico, mas como um estado de espírito e uma necessidade narrativa. O tema da leggerezza, cuidadosamente trabalhado pelos organizadores, não aparece como mera evasão; pelo contrário, surge como ferramenta para enfrentar a complexidade do presente. Muitos contos expressam uma tensão para o retorno: ao passado, às raízes, ao que permanece intacto apesar do tempo.
No roteiro implícito desses textos, o treno assume um papel simbólico. Ele não é apenas meio de transporte, mas um cenário de transformação — um espaço suspenso em que os personagens se reconhecem simultaneamente mais distantes e mais próximos de si mesmos. É nessa ambivalência que a coletânea encontra seu ritmo: trajetos reais e itinerários da alma se cruzam, desenhando um mosaico onde o movimento é metáfora e memória.
Como observadora do zeitgeist cultural, não posso deixar de notar que iniciativas como esta funcionam como um espelho do nosso tempo: em momentos marcados por deslocamentos forçados, migrações e reinvenções pessoais, a literatura sobre viajar opera como um reframe da realidade — oferecendo tanto documentação afetiva quanto interrogatórios sobre pertencimento e identidade.
Viaggiare con leggerezza chega, portanto, como uma antologia em movimento, que celebra a escrita como mapa e a viagem como forma de investigação emocional. Entre a celebração da vocação ao movimento e a busca por raízes, o livro promete ocupar um lugar sensível no panorama editorial contemporâneo.
Tags: Salone del Libro 2026, Gruppo FS, Viaggiare con leggerezza, minimum fax