Vincenzo Trione assume presidência da La Triennale di Milano; Maria Porro é vice e Carla Morogallo permanece diretora geral

Vincenzo Trione é eleito presidente da La Triennale di Milano; Maria Porro vice e Carla Morogallo permanece diretora geral. Nova fase para a instituição.

Vincenzo Trione assume presidência da La Triennale di Milano; Maria Porro é vice e Carla Morogallo permanece diretora geral

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Vincenzo Trione assume presidência da La Triennale di Milano; Maria Porro é vice e Carla Morogallo permanece diretora geral

La Triennale di Milano inicia um novo capítulo: o conselho da fundação nomeou Vincenzo Trione presidente, confirmou Carla Morogallo como diretora geral e escolheu Maria Porro, presidente do Salone del Mobile, como vice-presidente. A mudança marca o fim dos oito anos de liderança do arquiteto Stefano Boeri e abre uma fase de reconfiguração institucional para uma das mais influentes casas de cultura italiana.

A nomeação de Trione encerra meses de especulação sobre a composição do conselho e o rumo futuro da instituição. Ao assumir, o novo presidente sublinha que ainda não há decisões formais sobre o desenho artístico, apesar das conversas que teriam incluído a possibilidade de envolver o arquiteto e designer Michele De Lucchi em um papel na direção artística — figura que, segundo Trione, continua sendo central no cenário do design e da arquitetura, mas cuja participação ainda não foi definida.

Biografia e trajetória: nascido em Sarno em 1972, Vincenzo Trione é professor de Arte e Media e de História da Arte Contemporânea na Università IULM de Milão, onde também exerceu o cargo de reitor da Faculdade de Artes e Turismo. Desde 2020, preside a Scuola dei Beni e delle Attività Culturali, iniciativa do Ministério da Cultura voltada à formação em património cultural. Sua experiência inclui direção do departamento de pesquisa e formação do Museo Madre, em Nápoles, e a curadoria do Padiglione Italia na 56ª Bienal de Veneza — credenciais que o posicionam como um interlocutor capaz de ligar memória, contemporaneidade e projeto cultural.

Para além das biografias, o que está em jogo é o papel público da Triennale. Instalado no histórico Palazzo dell’Arte, o centro é um palco multifacetado de exposições, eventos e da própria Esposizione Internazionale della Triennale, referência para debates sobre arte, arquitetura e design a nível internacional. A mudança na presidência representa, portanto, mais do que uma mera rotação administrativa: é a abertura de um novo enquadramento crítico para interpretar o presente — um espelho do nosso tempo que pode reorientar o roteiro cultural italiano e suas conexões globais.

Ao confirmar Carla Morogallo como diretora-geral e ao colocar Maria Porro como vice, o conselho anuncia continuidade administrativa e ao mesmo tempo vontade de diálogo com o mundo do design e do mobiliário, setores nos quais o Salone do Mobile desempenha papel decisivo. Essa combinação de continuidade e potencial inovação parece desenhar um cenário de transformação que privilegia tanto a estabilidade institucional quanto a reinvenção programática.

Nas palavras de quem observa os movimentos culturais como um crítico que lê filmes e urbanismos: a mudança é menos um corte dramático e mais um reframe – um novo enquadramento que nos convida a reler a Triennale como dispositivo narrativo e curatoral. Resta acompanhar as escolhas artísticas e curatoriais que seguirão, porque nelas estará o roteiro oculto que poderá traduzir a identidade pública de Milão em um tempo de rápidas reconfigurações culturais.

Chiara Lombardi, para Espresso Italia