Banco BPM confirma novo CdA de 15 membros: Castagna permanece como AD e Tononi como presidente

Banco BPM renova CdA com 15 membros; Castagna permanece AD, Tononi presidente; Crédit Agricole ganha 4 assentos. Dividendos aprovados e ROTE em alta.

Banco BPM confirma novo CdA de 15 membros: Castagna permanece como AD e Tononi como presidente

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Banco BPM confirma novo CdA de 15 membros: Castagna permanece como AD e Tononi como presidente

Por Stella Ferrari — A assembleia geral de acionistas do Banco BPM validou, com participação expressiva do capital, a constituição do novo conselho de administração, reconduzindo o Giuseppe Castagna ao posto de administrador delegado e mantendo Massimo Tononi como presidente. O painel deliberativo foi desenhado com 15 membros: 10 indicados pela lista do conselho anterior, 4 pela lista do grupo Crédit Agricole (com destaque para Siniscalco e de Courtois) e 1 representante da AssogestioniMassolo.

A votação ocorreu num clima competitivo entre listas, refletindo a evolução do acionariado onde o grupo francês emergiu como primeiro acionista com uma participação próxima a 22,8%. A lista do CdA uscente obteve cerca de 58,9% dos votos; a lista proposta por Crédit Agricole recebeu 30,9% e a iniciativa de Assogestioni alcançou cerca de 8%. Com isso, a maioria dos assentos foi atribuída à lista de continuidade, mantendo simultaneamente representação relevante para o sócio francês e para os gestores institucionais.

Importante ressaltar que, na composição final, não entrou no conselho Maurizio Comoli, atualmente vice-presidente do conselho de administração, conforme apuração do pleito. Também se confirmou a presença de investidores institucionais internacionais significativos, como BlackRock (em torno de 5%), além de Vanguard e outros fundos globais, e a atuação coordenada das fundações e caixas previdenciais por meio de acordos de consulta.

No âmbito das deliberações financeiras, o encontro aprovou quase por unanimidade as contas de 2025 e a distribuição do dividendo de 0,54 euro por ação, com concordância superior a 99% em ambas as decisões. A participação total na assembleia esteve na casa de 72,32% do capital social, evidenciando elevado engajamento dos acionistas.

Em sua intervenção, o CEO Giuseppe Castagna realçou ganhos substanciais de rentabilidade da instituição: o ROTE saltou de 8,9% para 23,4% em 2025, resultado que ele atribuiu a uma combinação de iniciativas industriais, disciplina de capital e uma estratégia orientada à independência do banco. Essas decisões foram enquadradas por Castagna como parte da calibragem fina do “motor” financeiro do grupo, que permitiu aumentar a eficiência operacional sem sacrificar a autonomia estratégica.

O presidente Massimo Tononi reforçou a prioridade sobre a continuidade estratégica e a solidez da governança, destacando que o novo conselho foi estruturado segundo critérios de competência e equilíbrio. Tononi posicionou o banco como uma public company enraizada no território, conectada a famílias e empresas, e preparada para sustentar uma etapa de crescimento e consolidação.

Do ponto de vista acionário e de governança, a assembleia confirmou um arranjo que busca equilibrar estabilidade e renovação: predominância da lista de gestão atual para garantir execução e direção, ao mesmo tempo que incorpora vozes externas relevantes — especialmente a do Crédit Agricole e dos gestores institucionais — para ampliar supervisão e legitimidade do plano estratégico.

Em termos práticos, o resultado dá ao Banco BPM um quadro diretivo com consenso suficiente para prosseguir com a execução de suas linhas mestras: aumento de rentabilidade, distribuição de dividendos e manutenção de independência operacional. A combinação entre a continuidade do comando executivo e a representação do acionista francês configura uma solução de governança que, se bem calibrada, pode acelerar a execução das metas sem colocar freios fiscais ou políticos ao projeto industrial do banco.

Imagem de cena: a assembleia, os números de participação e a recomposição do CdA traduzem a fase atual do banco: robustez de resultados e uma direção que pretende transformar desempenho em valor sustentável para acionistas e clientes.