Eni anuncia buyback 2026: programa de €1,5 bi a €4 bi e recompra de 303 milhões de ações (10% do capital)

Eni lança buyback 2026: €1,5 bi (até €4 bi) e recompra de 303 mi ações (10% do capital), em linha com o Piano Strategico 2026-2030.

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Eni anuncia buyback 2026: programa de €1,5 bi a €4 bi e recompra de 303 milhões de ações (10% do capital)

Por Stella Ferrari — Em decisão alinhada ao novo Piano Strategico 2026-2030, o Conselho de Administração da Eni, presidido por Giuseppe Zafarana, aprovou a proposta que será submetida à Assembleia de acionistas convocada para 6 de maio de 2026: a autorização para um novo programa de buyback com vigência até o final de abril de 2027.

O plano de recompra, lançado em 2026, prevê inicialmente um montante de €1,5 bilhões, com possibilidade de aumento até um máximo de €4 bilhões caso o Cash Flow from Operations previsto no Plano se mostre superior às estimativas iniciais. O volume máximo de títulos passível de aquisição é de 303 milhões de ações, aproximadamente 10% do capital social da Eni.

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A proposta pede autorização para que as aquisições sejam efetuadas por finalidades bem definidas: até 297,9 milhões de ações destinadas à remuneração direta dos acionistas e até 5,1 milhões de ações reservadas para constituir a provisão acionária a ser utilizada no Piano di Incentivazione di Lungo Termine 2026-2028 (Piano ILT), também em votação na Assembleia de 6 de maio de 2026.

Os termos operacionais respeitarão as normas regulatórias e as práticas de mercado admitidas: o preço de compra por ação não poderá divergir mais do que 10% para cima ou para baixo em relação ao preço oficial registrado na sessão anterior em Euronext Milan, gerida pela Borsa Italiana. As aquisições poderão ocorrer em mercados regulamentados conforme seus regulamentos, nas praxes de mercado autorizadas pela Consob e sob as condições previstas pelo Regulamento (UE) n. 596/2014.

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Além da autorização para adquirir, a Assembleia também será convidada a permitir que o Conselho disponha das ações recompradas para dar serviço ao Piano ILT — inclusive antecipadamente, em uma ou mais vezes, mesmo antes de esgotado o limite máximo autorizado — e, para eventuais ações excedentes, para atender a planos de incentivo adicionais aprovados pela Assembleia ou outras finalidades societárias compatíveis.

Do ponto de vista estratégico, este movimento representa uma calibragem fina no motor da economia da Eni: ao direcionar recursos para recompra, a companhia ajusta a estrutura de capital e transmite confiança sobre a geração de caixa projetada. É, também, uma sinalização de performance aos mercados — uma combinação entre um sistema de transmissão robusto e uma suspensão seletiva dos chamados "freios fiscais" ao retorno ao acionista.

Como estrategista de mercados e observadora do setor de energia, vejo neste lançamento a intenção de balancear retorno ao acionista com incentivos de longo prazo, preservando flexibilidade financeira. A possibilidade de escalar o programa até €4 bilhões condiciona-se à execução do Plano e à aceleração das entradas de caixa, que atuam como turbocompressor na capacidade de política de capital da Eni.

Em suma, o novo buyback é um mecanismo de governação corporativa com impacto direto sobre a remuneração ao acionista e a gestão dos planos de incentivo, enquadrado nas regras europeias e nas práticas de mercado vigentes.

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