Itália amplia presença no Tashkent International Investment Forum 2026: foco na resiliência dos investimentos

Itália reforça presença no Tashkent International Investment Forum 2026, focada na resiliência dos investimentos e parcerias estratégicas com o Uzbequistão.

Itália amplia presença no Tashkent International Investment Forum 2026: foco na resiliência dos investimentos

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Itália amplia presença no Tashkent International Investment Forum 2026: foco na resiliência dos investimentos

Itália prepara uma delegação robusta para o Tashkent International Investment Forum 2026, evento programado entre 16 e 19 de junho de 2026 que terá como lema “Resiliência dos investimentos: novas fronteiras, novas parcerias”. A agenda concentra-se em respostas práticas à volatilidade global: proteção de capital, mecanismos institucionais para fortalecer mercados de fronteira e identificação de corredores de parceria estratégica.

Do ponto de vista italiano, a participação combina poder institucional e know-how privado. Entre os oradores confirmados figuram Manuela Gatto, diretora na Zaha Hadid Architects, Gian Piero Cigna, chefe da unidade de Financial Law na EBRD, Enrico Pinali, diretor regional CWPS da ADB, Andrea Pinna, fundador do escritório Pinna Goldberg Law Firm, e Jacopo Monzini, funcionário do centro de investimentos da FAO. Esta composição traduz uma presença técnica e orientada a projetos, essencial para transformar discurso em contratos.

Instituições públicas italianas estarão no terreno: a Agenzia ICE, acompanhada por SACE e Simest, oferecerá suporte institucional e financeiro à delegação empresarial. No setor privado, a PEG – Progetti Europa & Global S.p.A., empresa romana de engenharia com atuação em Oil & Gas e energia, levará propostas de cooperação para projetos infraestruturais em conjunto com a Câmara de Comércio Itália-Uzbequistão (CIUZ).

O contexto macroeconômico do Uzbequistão reforça o apelo do fórum. Segundo o Comitê Nacional de Estatística, o PIB do país cresceu 7,7% em 2025, ultrapassando 147 bilhões de dólares — o ritmo mais acelerado desde 2021 na região Europa-Ásia Central. Agências como Fitch e S&P Global elevaram o rating soberano de BB– para BB, enquanto a Moody’s revisou o outlook para “positivo”.

Os indicadores financeiros corroboram a trajetória: reservas internacionais acima de 77 bilhões de dólares (Banco Central), exportações em alta de 24% alcançando 33,8 bilhões de dólares e investimento direto estrangeiro crescendo 46,9%, respondendo por 40,5% do total de investimentos de capital. A escalada de atração de capital — de cerca de 4 bilhões de dólares em 2017 para 42 bilhões em 2025 — é um sinal claro de mudança estrutural no país.

Além das instituições italianas, o fórum reunirá atores globais como EBRD, BEI, ADB, IFC, fundos soberanos e agências de crédito à exportação. Essa rede cria o motor de conexão entre reformas nacionais, financiadores multilaterais e operadores privados — uma calibragem necessária para transformar oportunidades em projetos concretos.

Como estrategista, vejo a participação italiana como uma aceleração planejada: é a hora de alinhar engenharia, finança e diplomacia econômica para garantir que nossas empresas entrem nos projetos com vantagem competitiva. Em termos de política econômica, trata-se de afinar os freios e a transmissão de risco, oferecendo estruturas contratuais e instrumentos financeiros que protejam o capital e viabilizem escalabilidade.

O Tashkent International Investment Forum 2026 representa, portanto, mais que um palco de discursos; é um laboratório de parcerias e um mapa de rotas para quem busca diversificar e resistir às turbulências globais. A delegação italiana tem a chance de transformar expertise em contratos e posicionar o país como parceiro-chave no design de políticas e projetos de infraestrutura no coração da Ásia Central.