Lovaglio avalia lista alternativa para MPS: cenário com abstensão de Delfin, MEF e Banco BPM e possibilidade de mais de 25% dos votos
Lovaglio avalia lista alternativa para MPS; Delfin, MEF e Banco BPM tendem à abstenção e apoio pode superar 25% com plano industrial ambicioso.
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Lovaglio avalia lista alternativa para MPS: cenário com abstensão de Delfin, MEF e Banco BPM e possibilidade de mais de 25% dos votos
Luigi Lovaglio está prestes a tomar uma decisão que pode redesenhar o tabuleiro de controle da MPS. Nas próximas horas será anunciada a intenção sobre a apresentação de uma lista alternativa ao CdA para o renovamento do conselho da Banca Monte dei Paschi di Siena. A movimentação ocorre num momento de elevada intensidade operacional entre os principais acionistas, com impactos potenciais sobre governança e mercado.
Fontes consultadas por Espresso Italia indicam que Delfin (17,533%), o MEF (4,863%) e Banco BPM (3,741%, incluindo posição via Anima) parecem encaminhar-se para a abstenção, uma escolha estratégica que deixaria vaga a disputa direta e alteraria a geometria dos votos. Em contrapartida, Francesco Gaetano Caltagirone mantém uma posição de oposição com 10,262% (há indícios de que teria reforçado essa percentagem com posições 'emprestadas').
O quadro é ainda marcado pela incerteza de BlackRock (5,021%) e por um mercado livre que concentra cerca de 58,58% do capital flutuante, parte do qual pode favorecer o atual executivo. Entre os nomes sondados para compor a potencial 'lista longa' — prevista com cerca de 20 nomes e em verificação final — surge Davide Serra, que detém cerca de 1% e, em tese, a condição mínima para apresentar a lista, possivelmente complementada por posições temporárias adicionais. Outro apoio relevante pode vir de Giorgio Girondi (Ufi Filters), com 3%.
As estimativas internas apontam para uma base de apoio a Lovaglio superior a 25% em hipótese favorável, beneficiada pelo quadro de recuperação operacional do Monte: um resultado líquido 2025 reportado de €2,74 bilhões, desconsiderando efeitos de consolidação de Mediobanca, a aquisição estratégica de Piazzetta Cuccia e um plano industrial que projeta receitas de €4,8 bilhões em 2030, €700 milhões em sinergias, rentabilidade na faixa de 13% a 18% e €3,7 bilhões de lucro, com payout de dividendos de 90%.
Este é um momento em que a calibragem de políticas acionárias funciona como um painel de instrumentos: a decisão final dependerá não só da composição formal das listas, mas também do comportamento dos fundos institucionais — variável determinante. O processo está imerso em um contexto jurídico sensível, dado que Delfin e Caltagirone figuram em investigação por possível "concerto" desde 2019, conforme referência do procurador de Milão Marcello Viola, o que influencia escolhas como a abstenção.
Na prática, a movimentação de Lovaglio representa uma tentativa de acelerar uma nova fase de governança, como um ajuste fino no motor da empresa para garantir a execução do plano estratégico. O cenário segue fluido: a apresentação oficial das listas e a postura final de fundos e investidores irão definir se haverá um real confronto de poder ou um redesenho mais sutil através de abstenções e arranjos táticos.
Como estrategista com foco em alta performance e visão macro, observo que esta etapa é crítica para a credibilidade do projeto de valorização do banco — e que, enquanto as peças ainda se movem, o mercado opera como uma pista de testes onde cada decisão acionária altera a dinâmica de risco e retorno.


